O Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia (CIEDDE), criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o propósito de combater a disseminação de informações falsas durante as eleições, enfrentou um desafio inesperado logo em seu início: a remoção de uma rede de perfis falsos associados ao próprio órgão. O incidente foi revelado pelo presidente do TSE, Alexandre de Moraes, durante uma cerimônia de assinatura de acordos de cooperação entre o CIEDDE, a Polícia Federal (PF) e a Advocacia-Geral da União (AGU).
O CIEDDE tem como missão reunir esforços de diversas instituições, tanto públicas quanto privadas, para garantir o cumprimento das normas estabelecidas para o período eleitoral. Uma de suas principais funções é agilizar a comunicação entre os órgãos envolvidos na proteção da integridade das eleições.
Moraes detalhou o ocorrido, relatando que foram identificados perfis falsos do CIEDDE em várias plataformas, incluindo um perfil no Twitter que se passava como oficial, e que estes estavam disseminando desinformação sobre urnas, eleições e as regras eleitorais. O presidente do TSE destacou que, ao tomar conhecimento do caso, o CIEDDE agiu imediatamente, notificando as plataformas responsáveis pela hospedagem dos perfis falsos.
Em sua fala, Moraes ressaltou que foi feito o alerta às plataformas de que, caso não retirassem os perfis falsos, seria acionada a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com a qual o CIEDDE também mantém um acordo de cooperação. Felizmente, a intervenção não foi necessária, indicando que o protocolo de atuação do centro integrado mostrou-se eficaz.
O presidente do TSE enfatizou a rapidez com que o problema foi solucionado, destacando que a agilidade do CIEDDE no enfrentamento da desinformação demonstra a eficácia do protocolo estabelecido pelo órgão para garantir a integridade do processo eleitoral.
Com informações de O Globo





