STF vai analisar pedido da PF para que relatoria da operação Overclean seja transferida para Flávio Dino

Inquérito está com ministro Nunes Marques mas Polícia Federal defende que caso fique com Dino por ser relator das investigações das emendas PIX

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, determinou que a Secretaria Judiciária apresente informações técnicas para subsidiar análise sobre a relatoria da Operação Overclean (Petição 13388), que investiga supostos desvios de verbas de emendas parlamentares na Bahia. No momento, a petição está no gabinete do ministro Nunes Marques. A questão é avaliar se o caso deve ser redistribuído ao ministro Flávio Dino, relator de processos que também apuram suspeitas de irregularidades na distribuição de emendas.

Depois que as informações forem prestadas, Barroso determinou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifeste sobre esse ponto específico.

A Justiça Federal na Bahia remeteu o caso ao STF após as investigações apontarem possível atuação de um deputado federal, que teria prerrogativa de foro no STF, e, por sorteio, a relatoria coube ao ministro Nunes Marques. A Polícia Federal (PF), então, pediu que a operação seja distribuída, por prevenção, ao ministro Flávio Dino, que tem atuado nos processos relativos às emendas parlamentares.

A Operação Overclean foi deflagrada em dezembro de 2024 e investiga um esquema de corrupção que teria desviado R$ 1,4 bilhão de recursos públicos por meio de contratos superfaturados e licitações fraudulentas, envolvendo prefeituras e o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas). Os supostos crimes teriam ocorrido de 2018 a 2024 e envolveriam pessoas ligadas a políticos de pelo menos 8 partidos: MDB, PP, PSD, PSDB, PT, Republicanos, Solidariedade e União Brasil. Embora a maioria das apurações esteja concentrada na Bahia, há investigações também em Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins.

Foram cumpridos na operação, 17 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão e 16 prisões. A ação é conduzida em parceria pela PF, CGU (Controladoria-Geral da União), MPF (Ministério Público Federal) e Receita Federal.

Com informações do STF

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