O Supremo Tribunal Federal (STF) pretende concluir ainda em 2024 o julgamento dos mandantes e mentores do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. A Corte iniciou as audiências em 27 de outubro, envolvendo os cinco réus do caso, entre eles o deputado federal Chiquinho Brazão, cujo foro privilegiado levou o processo ao STF. No entanto, a expectativa de finalizar o julgamento até o fim do ano depende da realização de eventuais diligências adicionais.
Os réus são acusados de diferentes papéis no crime: Chiquinho e Domingos Brazão são apontados como mandantes; o delegado Rivaldo Barbosa teria atuado como mentor; o ex-PM Robson Calixto, conhecido como Peixe, é suspeito de ocultar a arma do crime; e o Major Ronald Paulo Alves Pereira teria monitorado os passos de Marielle, conforme apontado pelo delator Ronnie Lessa. Com o fim das audiências de instrução, a defesa tem agora cinco dias para solicitar diligências adicionais ao relator do caso no STF.
O julgamento foca também em supostas ações de encobrimento. De acordo com a Procuradoria Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, Chiquinho Brazão teria tentado dificultar as investigações ao longo dos anos, justificando a inclusão do caso no Supremo.
A Procuradoria Geral da República (PGR) requisitou que a Polícia Federal envie relatórios pendentes sobre a investigação, que culminou na prisão dos irmãos Brazão e do delegado Barbosa em março de 2024. Com a finalização das audiências, o STF poderá ouvir as alegações finais de defesa e acusação, definindo os próximos passos do julgamento.
Com informações do g1
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