Mônica Benício, vereadora pelo PSOL e viúva de Marielle Franco, prestou depoimento nesta quarta-feira (30) como testemunha de acusação no julgamento dos ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, acusados do assassinato da vereadora. Em seu testemunho, Mônica destacou que Marielle defendia várias causas na Câmara dos Vereadores do Rio, sendo a questão fundiária uma das principais, o que pode ter motivado sua execução.
“Com toda certeza ela tinha a preocupação da defesa da cidade. Como era uma pauta que me interessava, eu sempre acompanhei de perto. Ela tinha uma arquiteta urbanista que estava no mandato dela para discutir a cidade de maneira interseccional. A gente pensa a cidade de muitas frentes. E como a Marielle defendia a questão da moradia de forma digna, da favela e periferia, isso era um debate”, relatou Mônica.
A vereadora recordou momentos ao lado de Marielle e falou da promessa de um futuro em comum, interrompida pela violência que tirou a vida de sua companheira. “Marielle era uma das pessoas mais companheiras que eu conheci, no sentido mais generoso e bonito que essa palavra pode ter. Ela estava feliz de ter o retorno do trabalho dela aparecendo e ela se entendendo naquele espaço, sendo como vereadora na Câmara, como figura partidária ou como figura política que tinha chance de se desdobrar para além do Rio de Janeiro.”
Mônica revelou que, horas antes do assassinato, esteve com Marielle em seu gabinete, no Centro do Rio. Emocionada, compartilhou as últimas palavras trocadas: “Eu vivi muitas coisas bonitas ao lado da Marielle e aprendi que as coisas estão nos detalhes. Eu lembro da última vez que eu a vi com vida e a última coisa que ela me disse foi ‘Eu te amo’. A gente tinha planos de casar com festa de casamento. E quando a Marielle morreu, o que eu senti é que tinham tirado a nossa promessa do futuro.”
Com informações do g1





