Uma sequência de atos de vandalismo contra unidades da rede Havan colocou em alerta a empresa e chamou a atenção nas redes sociais. O empresário Luciano Hang afirmou que estruturas instaladas em frente às lojas foram danificadas em diferentes pontos do país durante a madrugada desta última quinta-feira (9/04).
Ataques em cidades distintas
Segundo o relato, os episódios ocorreram em pelo menos quatro municípios: São Luís, Natal, Valparaíso de Goiás e São Pedro da Aldeia.
O caso mais recente foi registrado em Valparaíso de Goiás, onde a estátua instalada na entrada da loja foi alvo de depredação. De acordo com Hang, situações semelhantes foram identificadas em outras unidades praticamente no mesmo intervalo de tempo.
Suspeita de ação coordenada
A proximidade entre os horários dos ataques levantou a hipótese de que os episódios possam ter sido planejados de forma conjunta. Em publicação nas redes sociais, o empresário apresentou imagens dos danos e afirmou que os atos ocorreram de maneira simultânea em diferentes estados.
As estruturas atingidas são inspiradas na Estátua da Liberdade e fazem parte da identidade visual da rede, sendo instaladas como elemento de destaque nas entradas das lojas.
Até o momento, não há confirmação sobre quem estaria por trás das ações. Também não foram divulgados detalhes sobre investigações ou possíveis suspeitos.
Os episódios ampliaram a repercussão do tema e levantaram questionamentos sobre a segurança das unidades e a motivação por trás dos ataques.
Enquanto aguarda esclarecimentos, a empresa acompanha o caso e monitora novas ocorrências.
Quem é Luciano Hang
O dono da Havan é o empresário catarinense Luciano Hang, conhecido popularmente como o “Véio da Havan”. Nascido em Brusque (SC), ele fundou a rede em 1986 junto com o ex-sócio Vanderlei de Limas (o nome “Havan” vem da junção de Hang e Vanderlei).
Segundo a revista Forbes, Luciano Hang é considerado o maior bilionário do varejo brasileiro. Seu patrimônio líquido foi estimado em cerca de R$ 12 bilhões.
O empresário acumula polêmicas, entre as quais:
- Sonegação fiscal (Pandora Papers)
Manteve offshore nas Ilhas Virgens Britânicas por 20 anos com US$ 112 milhões não declarados ao governo brasileiro. Regularizou apenas em 2016 via programa de repatriação.
- Assédio eleitoral e coação
Em 2018, coagiu funcionários a revelarem votos e ameaçou demissões caso Bolsonaro não fosse eleito. Em 2024, foi condenado a pagar R$ 85 milhões por danos morais individuais e coletivos.
- Inelegibilidade e fake news
Suas redes sociais foram bloqueadas pelo STF em 2022 por atividades antidemocráticas. Em 2023, o TSE o declarou inelegível por 8 anos por abuso de poder econômico. Condenado também por difamação e injúria contra arquiteto.











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