A aguardada edição 2026 do Guia Michelin Rio e São Paulo será anunciada na próxima segunda-feira, em cerimônia no Copacabana Palace. O evento, que chega à sua nona edição no Brasil — atualmente em formato digital —, promete movimentar o cenário gastronômico com novas distinções, possíveis mudanças de estrelas e a valorização de categorias como o Bib Gourmand. Com informações da repórter Luciana Fróes. em O Globo.
Embora as estrelas Michelin sejam o grande destaque da noite, elas não são distribuídas com facilidade. A expectativa é de poucas novidades nessa categoria, com possibilidade de mudanças pontuais. Em 2025, por exemplo, o restaurante Oteque, do chef Alberto Landgraf, perdeu uma de suas duas estrelas, o que reforça o rigor dos inspetores do guia.
Bib Gourmand ganha protagonismo e amplia visibilidade internacional
Além das estrelas, o Bib Gourmand — símbolo que destaca restaurantes com melhor custo-benefício — vem ganhando cada vez mais relevância. A categoria tem impulsionado a visibilidade de casas que oferecem alta qualidade a preços mais acessíveis, atraindo turistas e fortalecendo o setor.
“O Bib nos coloca no circuito internacional, é referência para turistas que não querem gastar mil euros em uma refeição”, afirma o chef Elia Schramm, do restaurante Babbo.
Atualmente, o Rio de Janeiro conta com 11 estabelecimentos com o selo Bib Gourmand. Já no ranking de estrelas, a cidade soma oito restaurantes: Lasai e Oro possuem duas estrelas cada, enquanto outros seis têm uma estrela.
Rio mantém prestígio, mas São Paulo lidera em número de estrelas
Enquanto o Rio soma oito casas estreladas, São Paulo lidera com 17 restaurantes reconhecidos, incluindo três com duas estrelas: Evvai, D.O.M. e Tuju. Ainda assim, chefs cariocas celebram conquistas e destacam a relevância internacional.
O chef Rafa Costa e Silva, do Lasai, comemorou o reconhecimento: “Estou em Nova York, no restaurante do Daniel Boulud, que tem uma estrela Michelin, enquanto o Lasai tem duas. Isso é uma conquista fenomenal”.
A casa, inclusive, deve ganhar um novo endereço até o fim do ano, com um salão ampliado no novo Sofitel de Ipanema.
Expectativas para 2026 incluem novos nomes e possíveis surpresas
A expectativa para a edição deste ano não inclui, ao menos por enquanto, a concessão de três estrelas — a mais alta distinção do guia. No entanto, nomes que conquistaram uma estrela em 2025, como João Frankenfeld (Casa 201) e Thomás Troisgros (Oseille), devem manter suas posições.
Outros chefs também surgem como possíveis candidatos ao reconhecimento, como Claude Troisgros, que pode conquistar sua estrela com o restaurante Madame Olympe.
A análise do cenário internacional, como o recente guia Michelin de Portugal, reforça a tendência de expansão das categorias “Indicados” e Bib Gourmand, além do crescimento gradual das estrelas de uma unidade.
Cenário internacional inspira projeções para o Brasil
Em Portugal, apesar da expectativa, nenhuma casa conquistou três estrelas, mas houve expansão significativa: 53 restaurantes estrelados, 34 novos indicados e dez novas casas com uma estrela. O movimento pode se repetir no Brasil, com aumento de estabelecimentos recomendados e valorização de novos talentos.
Entre apostas para reconhecimento em 2026, destaca-se o restaurante Lilia, do chef Lucio Vieira, apontado como possível destaque na nova edição.
A premiação promete surpresas, com possibilidade de mudanças entre os estrelados, crescimento dos indicados e fortalecimento do Bib Gourmand — reforçando o dinamismo e a competitividade da gastronomia brasileira.






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