O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes após a ordem de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, executada na manhã deste sábado. O parlamentar afirmou que a decisão ocorreu devido à vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro para a noite de hoje e classificou o despacho como um ato extremo.
Sóstenes disse que prender o ex-presidente no dia 22, em um sábado de manhã, por causa de uma vigília, seria o maior estado de um psicopata em alto grau. Para ele, o episódio representa um absurdo e evidencia a relação direta entre a mobilização convocada e o momento da prisão.
“É mais um capítulo da psicopatia do Alexandre de Moraes para prendê-lo no dia 22”, afirma o parlamentar. “Ele é um psicopata. Prender no dia 22, num sábado de manhã, por causa de uma vigília é literalmente o maior estado de um psicopata em alto grau”, disse.
Encontro com Valdemar Costa Neto
O deputado informou que irá se encontrar com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, no sul de Minas Gerais, onde ambos participam de um evento partidário.
Ele afirmou que ainda não sabe se Valdemar manterá a agenda, mas que as próximas decisões serão tomadas em conjunto.
A prisão preventiva foi decretada sob a justificativa de garantia da ordem pública diante da mobilização marcada para a noite deste sábado.
Reações nas redes sociais
A prisão de Bolsonaro desencadeou uma onda de manifestações de parlamentares do PL e aliados nas redes sociais. O próprio Sóstenes publicou que Bolsonaro sempre será inocente e criticou a condenação por tentativa de golpe de Estado, reforçando que considera a decisão injusta.
O deputado Zucco, líder da oposição na Câmara, publicou um vídeo no Instagram alegando que a prisão preventiva é uma vingança. Na gravação, afirmou que aquele que lutou contra o sistema hoje está sendo refém dele.
A deputada Caroline de Toni também reagiu, classificando a prisão como um dos maiores absurdos já cometidos pela justiça brasileira. Em todas as manifestações, os parlamentares mantiveram críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes e ao Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal informou, em nota, que apenas cumpriu o mandado expedido pelo STF.






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