Sobre para 37 o número de mortos no maior ataque de Israel ao Líbano, incluindo 3 crianças

Primeiro-ministro libanês disse que Israel “não se importa com nenhuma questão humanitária, moral ou legal”

Ao menos 37 pessoas morreram durante ataques israelenses em Beirute, no Líbano, na sexta-feira (20), informou a agência Reuters com base em uma coletiva de imprensa do Ministério da Saúde libanês da manhã deste sábado (21). A BBC também confirmou a informação, mas com base no Hezbollah.

Entre as vítimas, estão três crianças e sete mulheres. Segundo as agências, as mortes aconteceram em áreas no subúrbio de Beirute.

Trata-se do maior ataque ao Líbano desde o início da guerra na Faixa de Gaza, segundo fontes do governo libanês. Em resposta, o Hezbollah disparou 150 foguetes contra o norte de Israel.

A Reuters disse ainda que, segundo o Hezbollah, o ataque matou 16 de seus membros, incluindo o líder sênior Ibrahim Aqil e outro comandante de alto escalão, Ahmed Wahbi.

Neste sábado, ainda conforme a Reuters, o líder supremo do Irã, o ayatollah Ali Khamenei, país aliado do Hezbollah, afirmou neste sábado que Israel está cometendo crimes contra crianças, e não contra combatentes.

Tensões entre Israel e Líbano

Desde o início do genocídio em Gaza, o Exército israelense e o Hezbollah têm trocado ataques quase diários na fronteira de Israel com o Líbano. O grupo militante apoia o Hamas, que Israel quer retaliar na Faixa de Gaza. Ambos os grupos são financiados pelo Irã.

Os ataques de Israel no Líbano alvejam integrantes do Hezbollah, que não fazem parte do governo do Líbano, embora tenham um braço político e não somente armado. Beirute condenou os bombardeios. O primeiro-ministro libanês disse que o episódio desta sexta mostrou que Israel “não se importa com nenhuma questão humanitária, moral ou legal”.

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirmou que as ações militares israelenses no Líbano continuarão “até o nosso objetivo final, o regresso seguro dos moradores do norte às suas casas”. Eles foram removidos pelo governo por segurança após o aumento das tensões com o Hezbollah, após o início do genocídio que Israel comete em Gaza.

O grupo militante culpa o Mossad — serviço de inteligência israelense — pela série de explosões de pagers e “walkie-talkies” de membros do Hezbollah entre terça (17) e quarta-feira (18) que mataram 37 pessoas e deixaram mais de três mil feridos no Líbano, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Israel não se não se pronunciou, mas, um dia após as explosões, anunciou que estava transferindo o foco de suas ações militares para o norte do país, perto da fronteira com o sul do Líbano.

Com informações do g1.

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