O candidato ao Governo do Rio William Siri (PSOL/Rede) prometeu destinar 2% do orçamento estadual à Cultura caso seja eleito. Considerando como referência o orçamento de 2026, o percentual representaria cerca de R$ 2,15 bilhões para financiar políticas culturais no estado.
A proposta integra um conjunto de medidas apresentadas pelo candidato para transformar o financiamento da cultura em uma política permanente. Siri defende que os recursos deixem de depender principalmente de iniciativas pontuais e sejam direcionados também à produção independente, popular e tradicional e à expansão dos equipamentos culturais pelo território fluminense.
“Vamos destinar 2% do orçamento do Estado para a Cultura. Essa é uma bandeira construída pelos coletivos, grupos, artistas e fazedores de cultura do Rio. Nosso governo vai assumir esse compromisso de fortalecer o orçamento da área, garantindo condições para que a política cultural deixe de depender de ações pontuais e tenha financiamento permanente”, afirmou.
Fundo e Conselho Estadual
Entre as propostas apresentadas pela candidatura está o fortalecimento do Conselho Estadual de Cultura, que teria maior estrutura e capacidade de avaliação, consulta e deliberação sobre as políticas públicas do setor.
Siri também propõe instituir um Plano Estadual de Cultura com participação da sociedade e efetivar o Fundo Estadual de Cultura. A intenção, segundo o programa, é utilizar o fundo para estimular a produção descentralizada de arte independente, popular e tradicional, com divulgação prévia dos critérios de avaliação dos projetos.
O plano ainda prevê que projetos culturais desenvolvidos em estruturas estaduais, como escolas e lonas culturais, sejam selecionados por concursos públicos.
Mapeamento cultural e novos equipamentos
Outra iniciativa defendida por Siri é realizar um mapeamento sociocultural das diferentes regiões do Rio. O levantamento servirá para identificar manifestações culturais locais e avaliar a influência dos equipamentos já existentes.
A partir desse diagnóstico, a proposta é desenvolver políticas de incentivo e fomento em conjunto com o Conselho Estadual de Cultura, tanto para preservar a rede existente quanto para instalar novos equipamentos, entre eles lonas culturais, teatros, arenas e cineclubes.
O candidato também propõe garantir a política de meia-entrada sem reserva de vagas e sem, segundo o programa, “monopolização através das carteirinhas de entidades”.







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