Servidores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) decidiram realizar uma paralisação nacional de 48 horas nos dias 11 e 12 de março, em todas as unidades da instituição no país. A decisão foi tomada em assembleia geral promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN) na última quinta-feira (5). As informações foram divulgadas inicialmente pela coluna do jornalista Ancelmo Gois, no jornal O Globo.
A mobilização faz parte de um movimento nacional da categoria em defesa de direitos trabalhistas e ocorre poucos dias após outra paralisação, de 24 horas, realizada em 3 de março. De acordo com os servidores, a pressão busca garantir a implementação integral de um acordo firmado com o governo federal em 2024.
Reivindicações da categoria
Entre as principais demandas dos trabalhadores está o reajuste salarial previsto no acordo e a implantação do Reconhecimento de Resultados de Aprendizagem (RRA). O mecanismo é defendido pela categoria como uma forma de valorizar a qualificação e as competências adquiridas pelos servidores ao longo da carreira.
Segundo o sindicato, a medida também teria impacto direto na organização e no desenvolvimento das carreiras dentro da Fiocruz, instituição considerada estratégica para o sistema científico e tecnológico do país.
Mobilização continua
Apesar de afirmarem que houve avanços nas negociações, os trabalhadores decidiram manter a mobilização até que as medidas acordadas sejam oficialmente publicadas e implementadas.
A paralisação deve atingir diversas unidades da fundação espalhadas pelo Brasil, incluindo centros de pesquisa, laboratórios e áreas administrativas. A Fiocruz é uma das principais instituições públicas de ciência e saúde do país, responsável por pesquisas, produção de vacinas, medicamentos e ações de saúde pública.
Enquanto aguardam a formalização das medidas negociadas com o governo, os servidores indicam que novas mobilizações podem ocorrer caso não haja avanço na publicação das medidas previstas no acordo.






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