Antena Starlink é apreendida em presídio de Gericinó durante operação contra sinal clandestino de internet

Ação da Polícia Penal encontrou antena, roteador, celulares e drogas em unidade prisional do Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.

Uma antena Starlink foi apreendida nesta terça-feira (23) no Presídio Gabriel Ferreira Castilho, localizado no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A operação foi realizada pela Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) após informações de inteligência apontarem uma tentativa de burlar o sistema de bloqueio de sinal de internet da unidade.

Além da antena utilizada para acesso à internet via satélite, os agentes encontraram um roteador, quatro aparelhos celulares e papelotes contendo erva seca picada. Todo o material recolhido será encaminhado para a 34ª DP (Bangu), onde o caso será registrado e investigado.

A ação faz parte das medidas adotadas pela Polícia Penal para impedir a comunicação irregular de detentos com o ambiente externo e reforçar a segurança nas unidades prisionais do estado.

Operação identificou tentativa de driblar bloqueio de sinal

De acordo com a Seppen, a operação foi desencadeada após um trabalho de inteligência indicar a existência de equipamentos utilizados para contornar os mecanismos de bloqueio de sinal instalados no presídio.

Durante as buscas em uma das galerias da unidade, os policiais penais localizaram a antena Starlink e os demais equipamentos eletrônicos. A suspeita é que os dispositivos fossem utilizados para garantir acesso clandestino à internet dentro do presídio.

O Complexo de Gericinó, considerado o maior conjunto penitenciário do estado, reúne 26 unidades prisionais e é alvo frequente de ações de fiscalização e combate à entrada de materiais proibidos.

Corregedoria abre sindicância para apurar responsabilidades

Após a apreensão dos equipamentos, a Corregedoria-Geral da Secretaria de Estado de Polícia Penal instaurou uma sindicância para investigar as circunstâncias da ocorrência e identificar possíveis responsáveis pela instalação e utilização dos aparelhos.

A investigação também deverá apurar como os equipamentos ingressaram na unidade prisional e se houve participação de terceiros na tentativa de manter o acesso irregular à internet.

Segundo a Seppen, as ações de monitoramento e inteligência continuarão sendo intensificadas para impedir novas tentativas de comunicação clandestina e fortalecer a segurança no sistema penitenciário fluminense.

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