Servidora acusa homem de chamá-la de “preta fedorenta” em veterinária da prefeitura

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar uma denúncia de injúria racial sofrida pela recepcionista Thauanny Carla dos Santos, que trabalha em uma clínica veterinária da prefeitura do Rio. O caso, investigado pela 17ª DP (São Cristóvão), ocorreu ontem no Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, na Mangueira, Zona Norte do Rio. A recepcionista…

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar uma denúncia de injúria racial sofrida pela recepcionista Thauanny Carla dos Santos, que trabalha em uma clínica veterinária da prefeitura do Rio.

O caso, investigado pela 17ª DP (São Cristóvão), ocorreu ontem no Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, na Mangueira, Zona Norte do Rio. A recepcionista relata que, após o desentendimento com um homem devido à fila do local, ele a chamou de “crioula fedorenta”. O acusado é Valdir Moreira, de 56 anos, que foi detido por homens da Guarda Municipal no local e levado à delegacia.

O caso ocorreu por volta das 7h 50 desta segunda-feira, quando o acusado teria chegado na clínica sem seu cão que seria atendido, mas pediu para tirar uma senha de atendimento. Sem o animal, explica Thauanny, ele não poderia retirar uma número.

Após voltar com o cachorro, Valdir perdeu seu lugar na fila e, ao perceber, teria ficado inconformado e começado a discutir com a recepcionista. Ela ainda narra que ele arrancou da mão de outro cliente a senha anterior e, após isso saiu da clínica. Foi neste momento que Valdir teria proferido a injúria racial.

Thauanny contou em depoimento na delegacia e ao GLOBO que não ouviu o xingamento. Ela, no entanto, foi alertada por um outro homem que também aguardava atendimento e ouviu o acusado dizer “Essa crioula fedorenta”. Após ser alertada pela testemunha, a recepcionista decidiu levar o caso para a delegacia.

Agentes do Grupamento de Operações com Cães da Guarda Municipal, que fica no mesmo quarteirão da clínica, foram acionados e detiveram o homem, o conduzindo para a delegacia. A testemunha já foi ouvida pela Polícia Civil e corroborou que houve o xingamento. Já Valdir negou em depoimento ter cometido o crime.

— Eu continuei a fila, não podia parar por causa dele se não iria congestionar. Quando ele voltou, ele questionou porque as pessoas estavam com a senha. Arrancou a senha da mão da mulher que havia passado na frente dele e já começou a xingar. Como há muitos cachorros latindo, não consegui ouvir, mas uma pessoa que estava na fila ouviu e veio me contar — diz Thauane.

Eis um trecho do boletim de ocorrência:

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