A cadela da raça pinscher chamada Mel que foi estuprada por um idoso de 70 anos neste domingo (27) em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio de Janeiro, foi entregue temporariamente aos cuidados de uma ONG. A cachorrinha vai ficar lá até que as investigações sobre o caso sejam concluídas. Mel poderá voltar para a casa de sua tutora, que é filha do acusado pela agressão, ou ser entregue para adoção.
O acusado pelo ato, Eraldo Neves da Silva, conhecido como “Biruta”, deve passar por um exame médico de sanidade mental nos próximos dias, Caso seja comprovado que ele está com problemas de demência ele poderá ser internado, de acordo com informações da diretora do Setor de Defesa e Proteção Animal da Prefeitura de Mangaratiba, Joice Puchalski.
Após a agressão Mel passou por avaliação clínica com uma veterinária e nesta segunda-feira (28) realizou um exame de ultrassonografia para emissão de laudo técnico sobre eventuais lesões ou traumas. O laudo será apresentado na terça-feira (29).
Eraldo foi detido por agentes da Polícia Militar após Joice ter recebido imagens dele cometendo abusos contra a cadela. Segundo ela, o ato foi flagrado pelo genro de Eraldo que filmou o sogro estuprando a cadela. Nesta segunda-feira (28) o genro esteve na delegacia policial que investiga o caso para depor.
O caso ocorreu no bairro Parque Bela Vista, no Centro da cidade. A cadelinha Mel estava com a família da turtora há 12 anos. O acusado costumava visitar a casa da filha diariamente. A suspeita é de que ele esteja apresentando sinais da doença de Alzheimer, causa mais comum de demência, especialmente em idosos.
Após prestar depoimento na delegacia o idoso foi liberado porque o delegado responsável pelo caso entendeu que não havia situação de flagrante que justificasse a prisão.
O crime foi registrado com base no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), que trata de maus-tratos a animais. O caso será encaminhado para investigação.
O acusado, que trabalha como gari na Prefeitura de Mangaratiba, reside no mesmo bairro onde o crime ocorreu. Ele não tem antecendentes criminais.





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