Servidor é preso com grupo de 8 traficantes por venda de drogas sintéticas entre MT e RJ

Operação Vertigem desmonta rede que enviava drogas do Paraguai para MT e tinha ramificações no Rio de Janeiro.

A Polícia Civil prendeu nove pessoas envolvidas em um esquema de tráfico de drogas sintéticas durante a Operação Vertigem, deflagrada nesta quarta-feira (26) em Cuiabá e no Rio de Janeiro. Entre os detidos está o assessor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), Rodrigo Moreira de Figueiredo, apontado como peça-chave da organização criminosa.

Segundo a investigação, o servidor participava ativamente do comércio ilegal e intermediava a compra de entorpecentes para consumidores de alto poder aquisitivo. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias.

O Tribunal de Justiça foi procurado, mas não se manifestou até a última atualização desta matéria. A defesa do servidor também não foi localizada.

Servidor era ligado a fornecedores que traziam drogas do Paraguai

A Polícia Civil informou que o assessor mantinha contato com uma rede de traficantes responsáveis por enviar drogas do Paraguai para Cuiabá. O principal fornecedor identificado pela investigação também foi preso na operação desta quarta-feira.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, além das nove prisões. Os suspeitos atuavam na distribuição de ecstasy, MDMA, LSD, lança-perfume, “loló” e clorofórmio.

Investigação começou na Operação Doce Amargo

A investigação teve início em 2023, durante a Operação Doce Amargo, quando o servidor já havia sido alvo de busca e apreensão. Na época, documentos e eletrônicos encontrados em sua residência reforçaram o envolvimento no tráfico.

Na primeira fase da operação, em 2021, a polícia cumpriu 17 mandados, entre prisões temporárias e buscas. Um dos alvos foi preso com cocaína, arma de fogo, munições e bloqueadores de sinal.

Segunda fase da Doce Amargo ampliou prisões

Na segunda etapa da mesma operação, foram cumpridas nove prisões preventivas, três delas dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE). Uma das investigadas chegou a ser presa em flagrante em Chapada dos Guimarães com cocaína, ecstasy e LSD, mas hoje responde em liberdade.

Esquema interestadual já havia sido alvo de outra ofensiva

Há três semanas, a Polícia Civil realizou outra ação contra o grupo, com 25 mandados de prisão preventiva executados em Cuiabá, Várzea Grande, Tefé (AM), Rio de Janeiro (RJ) e Natal (RN). Houve ainda bloqueio de contas bancárias e apreensão de veículos.

A investigação aponta que o esquema criminoso possuía estrutura hierárquica, com funções definidas para fornecimento, distribuição, transporte e armazenamento das drogas.

A Polícia Civil continua apurando o caso para identificar outros possíveis integrantes da rede.

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