“Serviço podre”: Cláudio Castro faz duras criticas à SuperVia e diz que problema é “falta de manutenção, não furto de cabos”

O governador Cláudio Castro fez duras críticas ao serviço prestado pela SuperVia, responsável por operar os trens na Região Metropolitana do Rio. Nesta quinta-feira (12), durante o lançamento do futuro restaurante popular que será implantado na Central do Brasil, Castro foi taxativo ao falar sobre a relação com a concessionária e disse que não há…

O governador Cláudio Castro fez duras críticas ao serviço prestado pela SuperVia, responsável por operar os trens na Região Metropolitana do Rio. Nesta quinta-feira (12), durante o lançamento do futuro restaurante popular que será implantado na Central do Brasil, Castro foi taxativo ao falar sobre a relação com a concessionária e disse que não há negociação quanto ao reajuste do preço da tarifa. “Nesse momento, não há diálogo com eles (SuperVia).

“O Estado está utilizando a força mesmo. Fiscalizando e fazendo sua parte, que é a cobrança. A SuperVia faz um serviço de péssima qualidade, desrespeitoso com o cidadão fluminense, e o Estado está exercendo a força da multa para que eles possam voltar a melhorar a manutenção”, explicou o governador.

Atualmente, as negociações pelo aumento de preço da passagem de trem estão congeladas. Entretanto, nesta terça-feira, a SuperVia recebeu uma carta da Secretaria de Transportes que foi vista como um ultimato à concessionária.

Ainda na semana passada, Castro anunciou que a empresa foi multada em R$ 1,5 milhão por falhas encontradas pelo Procon nas estações de Bonsucesso, Olaria e Ramos. Essa foi a primeira multa desde a implementação do Programa Estação Segura, dia 8 de abril, a força-tarefa com objetivo de levar mais segurança aos passageiros dos trens e verificar possíveis irregularidades nos ramais.

“Está muito claro que é uma falácia que o problema é o furto de cabos. O problema é falta de manutenção, um serviço podre de uma concessionária horrorosa. O Estado, hoje, está exercendo a força da fiscalização e da cobrança para que eles possam cumprir o contrato. Enquanto eles não respeitarem a nossa população, não tem diálogo”, completou.

No início de abril, o fechamento de 54 estações por mais de quatro horas foi considerado o estopim para Castro. Em setembro de 2021, o governo já tinha iniciado uma força-tarefa para combater o furto de cabos, atribuído pela empresa como causa das frequentes paralisações. A falta de qualidade e manutenção dos transportes faz com que o governador julgue como “cara de pau” o pedido de reajuste de R$ 5 para R$ 7 feito pela SuperVia e homologado, em janeiro, pela  Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp).

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