A direção da Mitsui — empresa japonesa que controla a SuperVia — se reúne, no início da tarde desta quinta-feira, com o governador Cláudio Castro para oficializar a decisão de devolver a concessão da empresa.
Na tarde de quarta-feira, a organização entregou um ofício à Secretaria estadual de Transportes comunicando que não tem mais interesse em operar na malha viária do Rio.
O impasse envolve o cumprimento, pelos japoneses, de investimentos na melhoria de seu sistema previstos em um dos aditivos ao contrato, alegando que haveria um desequilíbrio econômico-financeiro.
Desde 2019, o controle acionário da concessionária é da Mitsui, controlada pelo grupo japonês Gumi. Assim como acontece atualmente com o Grupo CCR, a saída da SuperVia de operação não será imediata. Isso porque os contratos de concessão não permitem uma descontinuidade dos serviços públicos.
O contrato atual da empresa venceria em outubro deste ano. Em 2010, um aditivo prorrogou essa concessão até 2043. Mas esse aumento do prazo estava condicionado a uma série de investimentos que o estado entende que não foram honrados. Procurada, a SuperVia afirmou que não comentará o assunto. O Governo do Estado não se manifestou.
A Mitsui resolveu entregar a concessão no momento em que negociava com o estado um décimo-terceiro aditivo do contrato. O documento iria prever mais investimentos da concessionária para melhorar os serviços . Hoje, o sistema transporta 350 mil passageiros por dia. Antes da pandemia, a média transportada chegava a 600 mil/dia.
(Com informações do Globo on-line)






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