O governo do Rio de Janeiro passará a operar temporariamente o sistema de trens do estado por um período de seis meses, prorrogável por até três meses, enquanto uma nova concessão é elaborada. O acordo judicial entre o estado e a SuperVia prevê um aporte de R$ 300 milhões para assegurar a continuidade do serviço, que atende à capital e 11 cidades da Região Metropolitana. O governador Cláudio Castro anunciou a medida em coletiva no Palácio Guanabara, ressaltando o objetivo de modernizar o sistema e melhorar o serviço para os passageiros.
“A perspectiva é de melhorar o serviço e a capacidade de transporte, fazer um período de transição para depois fazer uma nova concessão com pé e cabeça e com perspectiva de entrega de um bom serviço. A pandemia pegou uma concessão que já era ruim, um contrato ruim com ambiente péssimo, gerou uma tempestade perfeita e quem mais sofreu foi o cidadão, o usuário”, afirmou Castro.
Investimentos e novas medidas
Os recursos necessários virão do Tesouro Estadual e de receitas como o Bilhete Único Intermunicipal. As tarifas permanecerão congeladas durante o período de transição, e o governo anunciou a criação de um batalhão ferroviário para patrulhar a malha de 270 quilômetros e 104 estações. Entre as modernizações previstas está a substituição do sistema de sinalização analógica por digital, com o objetivo de aumentar a eficiência e a velocidade dos trens.
Origem do impasse
O problema começou em abril de 2023, quando a japonesa Mitsui, controladora da SuperVia, comunicou sua desistência da concessão devido a dificuldades financeiras, agravadas pela pandemia e prejuízos causados por furtos de metais. Desde então, o estado vinha negociando a continuidade do serviço, garantindo por liminar a operação até julho de 2024.
Em outubro, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi contratada para estudar custos e alternativas para o sistema ferroviário do Rio. O contrato de R$ 2,4 milhões deverá subsidiar o edital da futura concessão. A previsão é que os resultados sejam entregues 30 dias após o início dos trabalhos.
Com informações de O Globo





