‘Seria impossível realizar a prova no Rio Grande do Sul’: ministra explica adiamento do ‘Enem dos Concursos’ (veja vídeo)

A ministra afirmou que, até o momento, não há uma nova data definida para a realização do certame

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou na tarde desta sexta-feira (3) afirmou que a decisão de adiar a realização do Concurso Nacional Unificado (CNU) foi tomada após a constatação de que não seria possível garantir a integridade física dos participantes no Rio Grande do Sul, com cidades devastadas por temporais que já duram dias.

‘A conclusão a que chegamos hoje é que seria impossível realizar a prova no Rio Grande do Sul.  Seja pelos locais de provas afetados, seja pela impossibilidade de segurança na realização das provas, seja pelo risco de vida das pessoas que estariam envolvidas nesse processo’, afirmou em entrevista coletiva.

Esther disse que o governador Eduardo Leite (PSDB ) avisara sobre os riscos, mas o governo federal ainda achava que seria possível manter o concurso com o uso de forças federais. Mas o agravamento da situação, explicou, levou ao adiamento

A ministra afirmou que, até o momento, não há uma nova data definida para a realização do certame, destacando a complexidade logística envolvida e a necessidade de garantir a integridade dos participantes.

“Não temos uma nova data. Nas próximas semanas podemos divulgar a nova data, mas, nesse momento, toda a questão logística envolvida na prova não nos permite dar uma nova data com segurança”, declarou a ministra.

A mudança de planos ocorre em decorrência das fortes chuvas que assolaram o estado do Rio Grande do Sul desde a última segunda-feira (29), resultando em uma tragédia que já contabiliza 37 mortos, 74 desaparecidos e 23,5 mil desalojados.

Inicialmente, as provas estavam agendadas para o domingo (5), em 228 municípios do país, com um total de 2,1 milhões de inscritos. O Rio Grande do Sul, que ocupa o oitavo lugar no ranking nacional em número de participantes, com 80.348 inscrições, foi especialmente afetado pela decisão de adiamento.

Com informações do Metrópoles

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