A violência no ambiente escolar foi tema do seminário promovido, nesta segunda-feira (26/06), pela Comissão de Assuntos da Criança, do Adolescente e do Idoso no Plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O evento reuniu estudantes e pesquisadores para discutir propostas, principalmente com objetivo de diminuir o número de ataques nas unidades escolares. Dados de uma recente pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) e apresentados no debate apontam que o número de casos desse tipo no Brasil mais que dobrou a partir de 2022, num quadro comparativo com os últimos 20 anos.
O levantamento mostra que entre outubro de 2002 e março deste ano foram registrados 22 ataques a escolas, e metade ocorreu nos últimos dois anos. A precarização da infraestrutura das escolas, a falta de regulação dos conteúdos das plataformas digitais e o aumento dos discursos extremistas são alguns dos tópicos apontados como causas para o aumento do número de ataques nas escolas.
O presidente da comissão, deputado Munir Neto (PSD), disse ser fundamental que o Poder Público pense e encaminhe ações que garantam a proteção das unidades escolares. “Esse tema já tem sido frequentemente debatido pelos deputados membros da nossa Comissão, e o objetivo é avançar cada vez mais, analisando o contexto atual e propondo soluções para diminuir ou extinguir esse tipo de violência nas escolas e contra as escolas”, disse Munir durante a mesa de abertura, que também foi composta pelos professores Ariane Rêgo de Paiva e Antônio Carlos de Oliveira, do Departamento de Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio).
A assessora de Programa e Políticas Sociais da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Marcele Frossard, comentou sobre a Cartilha lançada pelo Governo Federal no início deste ano. “O documento é um convite para que a sociedade se una para garantir direitos iguais a todos e recomenda a realização de um debate profundo sobre temas como segurança pública, educação e a integração de políticas públicas para combater o racismo, a misoginia, o capacitismo, além de todas as formas de preconceito contra grupos minorizados”, destacou.
As informações são do portal da Alerj.





