A presença de psicólogos e assistentes sociais nas escolas, o controle da posse de armas e a mediação de conflitos foram algumas das propostas apresentadas durante audiência pública da Comissão de Assuntos da Criança, do Adolescente e do Idoso da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realizada nesta quarta-feira (10/05). O encontro reuniu parlamentares, especialistas, alunos e pais de estudantes na sede do Legislativo fluminense para discutir sobre violência nas escolas.
Durante a audiência, também foi apresentado um documento, produzido por mais de 100 pesquisadores de universidades e institutos brasileiros, que apontou as deficiências nas infraestruturas escolares e possíveis soluções para combater a violência estrutural escolar. A carta foi lida por Suely Ferreira Deslandes, mestre em Saúde Pública do Instituto Nacional da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).
O presidente do colegiado, deputado Munir Neto (PSD), afirmou que deve encaminhar as demandas discutidas na reunião ao governador Cláudio Castro e à secretária de Estado de Educação, Roberta Barreto. Além disso, o parlamentar anunciou que vai realizar uma audiência pública na próxima segunda-feira (15/05), no município de Volta Redonda, para discutir o tema.
“Tivemos aqui palestras de mediadores, de pesquisadores, de pais e de alunos. Isso é muito importante para a gente encaminhar ao conhecimento do governador e da secretária de Educação todos os desejos da população. Nós vamos levar a carta, de mais de 100 pesquisadores, às mãos do governador e da secretária, até semana que vem”, afirmou.
Entre as propostas do documento estão ações para o controle da circulação de armas de fogo; ações de combate ao bullying; métodos educacionais que respeitem a diversidade; e responsabilização das plataformas digitais. O texto também mostra que os ataques geralmente são feitos por homens, com poucos amigos, interessados em assuntos relacionados a armas e consumidores de conteúdos violentos e com discurso extremista contra pessoas LGBTQIA+, pretos, indígenas e mulheres.
As informações são do site da Alerj.





