Sem confusão, Rodrigo Amorim participa de sabatina na Universidade Castelo Branco

Candidato a prefeito do Rio pelo União Brasil, deputado elogiou capacidade de diálogo dos estudantes.

Adicione a Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

Se as duas primeiras experiências de Rodrigo Amorim (União) com universitários não foram das melhores, nesta terça-feira (17), a história foi bem diferente na Universidade Castelo Branco, no bairro de Realengo. Por quase três horas o candidato a prefeito do Rio respondeu perguntas dos estudantes sobre os mais variados temas

Amorim abordou questões sobre ordem pública, saúde, Educação, máfia do reboque e projetos culturais. A lembrança dos fatos lamentáveis ocorridos na véspera, na sabatina frustrada da PUC, ficou no passado.

É impressionante a diferença entre duas universidades privadas. Aqui (na Castelo Branco) tivemos diálogo com todos os pensamentos. Conversei com muitos alunos petistas, mas que queriam discutir a cidade, discutir o papel do partido em relação a Eduardo Paes. Havia gente de direita, de esquerda, de centro, como deve ser o debate público – disse Amorim.

O candidato tirou as dúvidas de alguns alunos quanto ao projeto de Segurança com Tolerância Zero, no qual a Prefeitura se compromete a zerar o crime em determinadas áreas. Amorim negou que fosse um projeto “elitista” que descuidasse de outras áreas mais pobres em detrimento de bairros turísticos.

“Na verdade a ideia é fazer com que as áreas turísticas sejam tão seguras que adquiram a capacidade de gerar receita para toda a cidade, e aí sim podermos ampliar o projeto de forma controlada, com gestão”, explicou o candidato.

Amorim lembrou ainda da luta contra a Máfia do Reboque, dizendo que ainda há muito o que fazer na Prefeitura contra esse tipo de atividade e contra as multas.

“Não podemos baixar a guarda, precisamos continuar batendo. A ideia é a Prefeitura ter o equilíbrio necessário para deixar as pessoas honestas trabalharem e restaurar a ordem. Mas a minha Guarda Municipal, armada, vai combater criminosos, não trabalhadores”, afirmou.

No fim da entrevista houve queda de energia elétrica, mas mesmo sem luz o diálogo continuou.

“Os alunos da Castelo Branco deram uma lição de civilidade. Concordamos e discordamos, mas meu direito de falar do plano de governo foi respeitado, e eu procurei respeitar as posições contrárias dos alunos. É assim a democracia, uma pena que nesse assunto aqueles alunos da PUC e da UFRJ estejam em recuperação”, finalizou.

Relacionadas

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo