Após a discussão acalorada — mais uma — na sessão plenária de ontem (25) da Câmara do Rio entre Rogério Amorim (PL) e Leonel de Esquerda (PT), o líder da bancada do PL acionou o Conselho de Ética da Casa contra o petista nesta quarta-feira (26). A justificativa é a acusação feita por Leonel do opositor não ter “respondido onde estão os R$ 5 milhões da Casa do Consumidor”, mencionando supostos desvios de verba na época em que Amorim ocupou a cadeira de secretário de Defesa do Consumidor de Castro, em 2022.
A acusação foi feita logo após o bate-boca entre os dois, que começou depois que Leonel foi ao microfone alfinetar a turma da direita por conta da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, com direito à cantoria de Beth Carvalho para quem quisesse — ou não — ouvir. A treta envolveu até o presidente da Mesa Diretora, Carlo Caiado (PSD), que repreendeu o moço por não usar o microfone “para parlar, mas para cantar”, o que chamou de desrespeito — bronca essa que deixou Amorim em êxtase.
Segundo o bolsonarista, a imputação foi feita de forma “afirmativa e categórica”, o que, segundo ele, configura ofensa à dignidade do mandato e atribuição de conduta criminosa inexistente. O edil pediu a instauração de procedimento disciplinar no conselho, o sorteio de um relator para conduzir o caso, a requisição dos registros taquigráficos e audiovisuais completos da sessão e a citação do parlamentar representado para apresentação de defesa.
“Não há contra mim qualquer investigação, denúncia, citação ou menção formal relacionada ao referido projeto enquanto ocupei o cargo de secretário de Estado de Defesa do Consumidor, sendo a acusação lançada em plenário absolutamente desprovida de veracidade, com evidente intuito de desqualificação pública”, afirmou Rogério Amorim.
Troca de farpas marcou sessão
O bate-boca entre os vereadores não ficou restrito à acusação feita por Leonel, havendo troca de chumbo de ambos os lados.
Durante a sessão, Rogério Amorim também desenterrou o escândalo das folhas secretas da UERJ, levantando as suspeitas lançadas na época contra diversos políticos — de direita e esquerda — e cobrando explicações sobre o nome do opositor ter aparecido nas listas de possíveis envolvidos nos pagamentos da universidade.
Independentemente das acusações lançadas, agora caberá ao Conselho de Ética decidir se o teor do bate-boca ultrapassou a imunidade parlamentar para virar quebra de decoro.






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