O Rock in Rio terá um esquema especial de segurança com 7.680 agentes públicos durante os sete dias de festival, que começa já na próxima sexta-feira (4), na Cidade do Rock, no Parque Olímpico, Zona Sudoeste do Rio. O planejamento foi apresentado nesta sexta-feira (28) por representantes do governo estadual.
Do total, o esquema prevê:
- 4.500 policiais militares
- 1.740 policiais civis
- 600 bombeiros
- 700 agentes da Operação Lei Seca
- 140 agentes do Segurança Presente.
Uma das novidades desta edição será a estrutura de controle aéreo para o monitoramento de drones durante o evento. A Polícia Civil também informou que terá equipes especializadas para atender ocorrências de violência de gênero, intolerância religiosa e crimes raciais.
Também haverá policiais preparados para o atendimento a turistas, além do reforço nas delegacias que atendem as regiões da Zona Sul, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.
Segundo o subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil Carlos Alberto de Oliveira, as delegacias especializadas também contarão com reforço durante o festival. A corporação também contará com agentes na unidade do Hospital São Roque e com peritos criminais e legistas à disposição na Cidade da Polícia.
Bombeiros farão simulado na roda-gigante
O Corpo de Bombeiros vai atuar com 600 militares, distribuídos em duas forças-tarefa, além das unidades operacionais no entorno da Cidade do Rock. Ao todo, serão 90 viaturas de salvamento e combate a incêndios.
Uma das novidades será uma viatura especializada em ocorrências com múltiplas vítimas. O equipamento terá uma equipe própria e poderá assumir a coordenação em situações desse tipo. Os bombeiros também utilizarão drones para identificar ocorrências e direcionar equipes. Duas plataformas mecânicas ficarão disponíveis para operações de salvamento em altura, incluindo eventuais ocorrências na roda-gigante.
Na terça-feira, dia 1º de setembro, antes do início do festival, os bombeiros realizarão um exercício de resgate simulado de uma vítima em uma das gôndolas da roda-gigante.
“Quanto à roda-gigante, faremos, no dia 1º de setembro, um exercício operacional. Faremos ali o resgate de uma vítima que esteja em uma das gôndolas. Estaremos aplicando técnicas de salvamento em altura”, afirmou o coronel Tarcísio Salles.
Segundo o coronel, as estruturas temporárias do festival também passarão por vistorias antes da abertura. Palcos e demais instalações deverão receber autorização para funcionamento, e uma nova vistoria será realizada ao fim da preparação do evento.
“O Corpo de Bombeiros está preparado, a Defesa Civil está preparada, estamos prontos para qualquer intervenção. Mais do que isso, estamos atuando com muita aplicação e muito afinco no que diz respeito à prevenção do evento”, disse.
Lei Seca terá dez pontos de fiscalização
A Operação Lei Seca terá 588 agentes distribuídos em dez pontos de fiscalização na Região Metropolitana e atuarão com auxílio de drones e motocicletas para reforçar a fiscalização e a segurança dos deslocamentos, principalmente nas áreas de acesso e saída do evento.
Agentes do Detran e do programa Amigos da Lei Seca estarão dentro do festival para orientar o público sobre os riscos da combinação entre álcool e direção. A operação também prevê a utilização do teste passivo para pedestres, tecnologia que permite identificar a presença de álcool sem a necessidade de contato direto com o aparelho.
Festival deve receber 100 mil pessoas por dia
A organização estima um público de 100 mil pessoas por dia na Cidade do Rock. Segundo Gustavo Mostof, diretor de Relações Institucionais da Rock World, empresa que organiza o grande festival, cerca de 49% do público virá de fora do estado do Rio de Janeiro. Entre essas pessoas, 66% serão de fora da capital.
“São 100 mil pessoas diariamente na Cidade do Rock. Isso nos traz a informação de que o Rock in Rio, ao longo desses sete dias de operação, recebe um público maior do que a população de 94% dos municípios brasileiros”, afirmou Mostof.
Para o diretor, a quantidade de visitantes explica a necessidade de planejamento integrado entre as forças de segurança e os órgãos responsáveis pela operação do evento.
“Isso justifica toda essa preparação e toda a preocupação não só em relação ao entorno, mas também à cidade e ao estado como um todo, além da atividade turística que um evento dessa magnitude representa para a nossa cidade”, disse.
O anúncio foi realizado no Centro Integrado de Comando e Controle da PMERJ, na Cidade Nova. Também participaram da apresentação o secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos e o secretário de Polícia Militar, coronel Sylvio Guerra.
Prefeitura terá operação especial de trânsito e transporte
A Prefeitura do Rio também preparou uma operação especial para os dias do festival. As vias no entorno do Parque Olímpico ficarão bloqueadas diariamente das 14h às 3h, enquanto o tráfego local será liberado entre 5h e 14h. Serão dez pontos de bloqueio com sistemas de leitura automática de placas, com acesso restrito a moradores cadastrados e veículos credenciados.
A edição deste ano deve movimentar R$ 3,3 bilhões na economia do Rio, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV). A estimativa é de mais de 100 mil pessoas por dia na Cidade do Rock, com geração de 33,9 mil empregos diretos e indiretos e faturamento 14% superior ao registrado em 2024.
*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes







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