Dois ônibus foram atacados por criminosos, na noite desta quinta-feira (27), na Estrada da Boiúva, na Taquara, Zona Sudoeste do Rio, em represália à morte de dois traficantes durante uma uma operação da Polícia Militar na região durante a madrugada de quarta-feira (26). Um dos coletivos foi incendiado e outro depredado pelos criminosos.
Segundo relatos do motorista de um dos ônibus, os criminosos invadiram o veículo por volta das 21h, arrancaram a chave e atearam fogo. O Corpo de Bombeiros foi acionado e durante o trabalho de rescaldo, a via foi parcialmente interditada na altura da Estrada do Engenho Velho. Ninguém se feriu.
Os coletivos eram das linhas 600 (Taquara – Saens Peña) e 601 (Santa Maria – Saens Peña). O Rio Ônibus informou que, além deles, outros dois ônibus também foram vandalizados.
Ainda segundo o sindicato, no momento, as duas linhas que passam na região estão com impactos no itinerário. São elas:
Linha 600 Boiuna x Saens Pena
Linha 601 Taquara x Saens Pena
Um vídeo gravado por motociclistas mostra um dos coletivos em chamas. Assista abaixo:
Além dos ônibus, relatos apontam que os criminosos também proibiram a entrada de vans na região, mas a informação não foi confirmada oficialmente pela polícia.
Traficantes mortos em operação
Segundo a PM, os ataques aos ônibus teriam ocorrido em retaliação à morte dos dois traficantes durante a operação de quarta-feira (26) na região. Na ocasião, os agentes receberam chamado após uma denúncia de que cerca de dez criminosos armados faziam uma falsa blitz na Estrada da Boiúna, em um dos acessos à comunidade dos Teixeiras.
Quando os policiais chegaram ao local, os criminosos atiraram contra os agentes. Houve troca de tiros e dois deles acabaram baleados, identificados como Caio Vinicius Torres Ferreira, o Barroso, de 27 anos, e Ruan Carlos Braz de Oliveira, conhecido como Jota. Ambos chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos. Com os dois, os PMs apreenderam um fuzil e munições.

O caso é investigado pela 32ª DP (Taquara), que tenta identificar e localizar os envolvidos nos ataques aos coletivos. Até o momento, ninguém foi preso.
*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes







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