O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou na madrugada desta quarta-feira um vídeo satírico, feito com inteligência artificial, apresentando sua visão para a Faixa de Gaza ao fim da guerra entre Israel e Hamas. As imagens, compartilhadas em sua conta oficial na Truth Social (que já circulavam nas redes sociais anteriormente, em contas não relacionadas à Casa Branca), seguem o ideal que o republicano já afirmou que iria perseguir, de transformar Gaza em uma “Riviera do Oriente Médio”.
O vídeo de 34 segundos de duração começa com um cenário que se assemelha à Gaza atualmente em escombros, após 16 meses de guerra, e apresenta a pergunta: “O que vem a seguir?”. Na sequência, imagens do que seria o enclave palestino ao fim da guerra, com arranha-céus modernos, iates na praia e carros de luxo circulando em vias turísticas. Em uma das poucas construções que se distinguem está um prédio com letreiro “Trump Gaza”.
“Donald Trump vai libertar você. Trazer a luz para todos vocês verem”, diz a música que acompanha as imagens geradas por IA. Em outros trechos, a canção afirma que “a Gaza de Trump finalmente chegou”, e promete um “um futuro dourado, uma vida totalmente nova”.
Apenas três personalidades são retratadas no vídeo. O próprio presidente Trump, em dois trechos, um deles interagindo com uma dançarina de danças exóticas, no que parece ser uma boate, e em outro na beira de uma piscina, ao lado do premier de Israel, Benjamin Netanyahu. O terceiro personagem é o bilionário Elon Musk, que aparece por duas vezes comendo comidas orientais e em outro trecho jogando dinheiro para o alto na beira da praia.
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No começo do mês, Trump afirmou que o governo dos EUA “assumirá controle” da Faixa de Gaza no processo de reconstrução do enclave, em uma entrevista que concedeu ao lado de Netanyahu. Ele ainda defendeu que os quase 2 milhões de palestinos que vivem no enclave sejam realocados, de forma permanente, em outros países — algo que já havia defendido anteriormente.
O plano de retirada de palestinos de maneira forçada do enclave é apontada por especialistas como um possível crime de guerra. Eles afirmam que é virtualmente impossível que o plano seja cumprido sem violar normas e convenções de direito internacional e humanitário.
Com informações de O GLOBO.





