Trilhas, pontos turísticos e outras estruturas destinadas ao ecoturismo no estado do Rio poderão passar por mudanças para garantir o acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou em segunda discussão, nesta quarta-feira (09), uma proposta que estabelece medidas de acessibilidade nesses espaços.
O projeto de lei 3.572-A/24 determina a adaptação das infraestruturas utilizadas para atividades de ecoturismo em território fluminense. A iniciativa é da deputada Carla Machado (PSD) e busca ampliar as condições de acesso às áreas naturais e às atividades turísticas desenvolvidas nesses locais.
Com a aprovação em segunda discussão, a matéria segue para análise do governador, que poderá sancionar ou vetar o texto.
Rampas, sinalização e transporte adaptado
Entre as medidas previstas está a instalação de rampas de acesso em locais de difícil alcance. Trilhas e pontos turísticos também deverão contar com sinalização em braille e recursos de contraste visual para facilitar a orientação dos visitantes.
A proposta prevê ainda a disponibilização de equipamentos e veículos adaptados para o transporte de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, além da implantação de sanitários acessíveis nas estruturas destinadas ao ecoturismo.
Outro ponto estabelece a capacitação de guias turísticos e funcionários. O treinamento deverá preparar esses profissionais para atender às necessidades específicas de visitantes que precisem de recursos de acessibilidade durante os passeios e demais atividades.
As exigências abrangem, portanto, tanto alterações na infraestrutura física dos locais quanto medidas relacionadas ao atendimento oferecido aos turistas.
Agências terão que oferecer opções inclusivas
As mudanças previstas também alcançam as agências de turismo que atuam no Estado do Rio. Pelo texto aprovado, as empresas deverão disponibilizar pacotes de ecoturismo inclusivos, de forma que as atividades ao ar livre sejam acessíveis a diferentes públicos.
A medida pretende reduzir obstáculos que atualmente podem limitar a participação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em trilhas, passeios e outras experiências ligadas ao turismo de natureza.







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