Candidato ao governo do Rio pelo PSOL, William Siri reconheceu que o partido errou ao votar pela reeleição de Rodrigo Bacellar para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Em sabatina promovida por O Globo, Extra e Valor, em parceria com a Rádio CBN, Siri afirmou que o apoio ocorreu dentro de uma negociação política que permitiu à legenda preservar o comando de comissões importantes na Casa.
Bacellar foi reeleito em fevereiro de 2025 por unanimidade. Todos os 70 deputados estaduais votaram a favor de sua recondução, incluindo os cinco parlamentares do PSOL. O cenário, segundo Siri, precisa ser analisado levando em conta a correlação de forças na Assembleia, onde partidos de direita e aliados somam uma bancada superior a 40 deputados.
Siri reconhece erro do partido
Ao ser questionado diretamente sobre a decisão tomada pelo PSOL naquela eleição, Siri não tentou afastar a responsabilidade da legenda. “Não tem dúvida que o partido errou”, afirmou.
O candidato explicou que a composição política feita naquele momento garantiu ao PSOL a manutenção das presidências das comissões de Direitos Humanos, Combate ao Racismo, Servidores e Mulheres, além do comando da nova Comissão de Legislação Participativa.
“Não digo que valeu a pena, mas é a forma como a política hoje é organizada. (…) Todo mundo erra, mas nossa essência permanece”, declarou.
Partido mudou posição na votação sobre prisão
Siri também recorreu a um episódio posterior para sustentar que o PSOL corrigiu sua posição política em relação a Bacellar. Quando a Alerj precisou decidir sobre a manutenção da prisão do então presidente da Casa, os cinco deputados do partido votaram de forma unânime para que ele permanecesse preso.
“Não vou ser engenheiro de obra pronta. O que importa para mim é como o PSOL votou, se tinha que ser solto ou manter a prisão do Bacellar. O PSOL votou unânime pela manutenção da prisão, mas boa parte do PSD e do PL votaram para ele sair da prisão”, disse.
A declaração marca uma tentativa de Siri de diferenciar a negociação institucional feita na eleição para a presidência da Assembleia da posição adotada pelo partido quando Bacellar passou a enfrentar uma decisão judicial que levou à sua prisão.
Críticas à Alerj e ao Palácio Guanabara
Durante a resposta, o candidato elevou o tom contra Bacellar e fez acusações sobre a presença do crime organizado nas estruturas políticas do estado. Siri chamou o ex-presidente da Alerj de “coordenador político do Comando Vermelho”.
“O crime hoje está dentro da Alerj e do Palácio Guanabara”, afirmou.







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