O Governo do Rio prepara uma ampliação da infraestrutura tecnológica utilizada pela administração estadual com o objetivo de reduzir custos, reforçar a segurança das informações e acelerar processos internos que dão suporte aos serviços prestados à população. A estratégia, coordenada pelo Proderj, prevê soluções compartilhadas entre secretarias e outros órgãos públicos.
Uma das principais mudanças será a disponibilização integrada do ecossistema de ferramentas da Microsoft para a administração estadual. A estrutura foi planejada para alcançar cerca de 40 órgãos e permitir o uso de soluções atualizadas, regularizadas e compatíveis entre diferentes áreas do governo.
A proposta é substituir a lógica de contratações isoladas por uma estrutura padronizada, permitindo que diferentes órgãos utilizem tecnologias semelhantes e aproveitem o ganho de escala das aquisições públicas.
Além da redução de custos, a integração pretende facilitar a comunicação entre equipes, melhorar a governança de tecnologia e diminuir vulnerabilidades relacionadas à segurança da informação.
Digitalização chega a 36 órgãos
Outra frente do processo de modernização envolve serviços de impressão, cópia e digitalização. A solução poderá ser utilizada por 36 secretarias e órgãos estaduais, com equipamentos e serviços padronizados e maior controle sobre sua utilização.
A digitalização é considerada um dos pontos importantes da iniciativa por permitir a redução de procedimentos administrativos ainda dependentes de documentos físicos. A expectativa é encurtar etapas, facilitar a circulação de informações e tornar mais rápidas atividades internas que interferem no atendimento ao cidadão.
A padronização também permitirá maior controle sobre o uso dos equipamentos e sobre os gastos associados a impressão e reprodução de documentos.
Contratação conjunta busca gerar economia
As duas iniciativas serão disponibilizadas por meio de Atas de Registro de Preços conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj).
Nesse modelo, uma mesma estrutura de contratação pode ser utilizada por diferentes órgãos que tenham demandas semelhantes. A medida evita a realização de diversos processos licitatórios independentes para serviços equivalentes e pode ampliar o poder de negociação do Estado.
A existência das atas, porém, não significa que haverá contratação automática ou geração imediata de despesas. Cada secretaria ou órgão decidirá se pretende aderir às soluções, considerando suas necessidades administrativas e a disponibilidade de recursos no orçamento.
Também está previsto que os órgãos paguem apenas pelos serviços efetivamente utilizados. Dessa forma, o governo busca combinar a padronização tecnológica com autonomia para que cada área defina o volume de recursos necessário.
A modernização integra o esforço para ampliar o uso de ferramentas digitais na administração pública fluminense, especialmente em atividades internas que influenciam a velocidade e a qualidade dos serviços oferecidos à população.







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