Rio amplia proteção de manguezais e supera 3.200 hectares preservados em Unidades de Conservação

Novas áreas incorporadas ao Corredor Azul reforçam a preservação da Mata Atlântica e ajudam no enfrentamento das mudanças climáticas

A cidade do Rio de Janeiro ampliou a proteção dos seus manguezais e passou a contar com mais de 3.200 hectares desse ecossistema preservados por Unidades de Conservação (UCs). O avanço foi anunciado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC) neste domingo (26), data em que é celebrado o Dia Mundial de Proteção aos Manguezais.

A expansão ocorreu com o início da implantação do Corredor Azul, iniciativa da Prefeitura do Rio que criou duas novas Unidades de Conservação na Zona Sudoeste da cidade. Uma vistoria técnica realizada recentemente pela SMAC identificou a incorporação de mais 34 hectares de manguezais à Área de Proteção Ambiental (APA) das Lagoas de Jacarepaguá, fortalecendo a preservação de um dos ecossistemas mais importantes da capital fluminense.

Corredor Azul amplia áreas protegidas

As novas Unidades de Conservação foram instituídas por decretos publicados em edição extraordinária do Diário Oficial de 29 de junho. A iniciativa criou o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) das Florestas de Jacarepaguá e a Área de Proteção Ambiental das Lagoas de Jacarepaguá, marcando o início da implementação do Corredor Azul.

Segundo a SMAC, a medida está alinhada à Lei Federal nº 9.985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), e fortalece a proteção de áreas representativas da Mata Atlântica, além de contribuir para a adaptação e mitigação dos impactos provocados pelas mudanças climáticas.

A secretária municipal de Meio Ambiente e Clima, Livia Galdino, destacou que a ampliação das áreas protegidas faz parte da estratégia da pasta para preservar ecossistemas considerados estratégicos e vulneráveis.

“O aumento das áreas de manguezais em Unidades de Conservação atende à diretriz da SMAC de usar a proteção do território para resguardar ecossistemas estratégicos e vulneráveis na cidade”, afirmou.

O Revis das Florestas de Jacarepaguá tem como objetivo garantir a conservação dos ambientes naturais e assegurar condições para a reprodução da fauna e da flora. Já a APA das Lagoas de Jacarepaguá busca conciliar o desenvolvimento das atividades humanas com a preservação ambiental, estabelecendo regras para o uso sustentável dos recursos naturais.

Manguezais são essenciais para o equilíbrio ambiental

Considerados Áreas de Preservação Permanente (APPs), os manguezais desempenham papel fundamental na manutenção da biodiversidade, servindo como abrigo, alimentação e local de reprodução para diversas espécies da fauna e da flora. Além disso, ajudam na proteção da linha costeira, na retenção de sedimentos e na captura de carbono, sendo importantes aliados no combate às mudanças climáticas.

A proteção desses ambientes é garantida pela Lei Federal nº 12.651/2012 e também pela Lei Complementar Municipal nº 270/2024, que estabelece a preservação do patrimônio natural e das Unidades de Conservação como uma das diretrizes da política urbana e ambiental do Rio de Janeiro.

Além da ampliação das áreas protegidas, a SMAC desenvolve ações permanentes de conservação, como os serviços dos Guardiões dos Rios e das Guardiãs das Matas, responsáveis pela limpeza e recuperação ambiental. A secretaria também promove atividades de educação ambiental por meio do Centro de Educação Ambiental e disponibiliza o portal “Manguezais Cariocas”, que reúne informações sobre esse importante ecossistema da Mata Atlântica.

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