Ricardo Couto manda cassar registro da Refit

Secretaria Estadual de Fazenda desativou a inscrição da empresa ligada ao empresário Ricardo Magro, que agora aparece com situação cadastral impedida

O governo do Estado do Rio de Janeiro deu mais um passo em sua ofensiva contra a Refit. A Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz-RJ) cassou a inscrição estadual da empresa controlada pelo empresário Ricardo Magro, fazendo com que sua situação cadastral passasse a constar como “impedida”.

A medida representa uma mudança significativa para a companhia, cuja inscrição estadual havia sido concedida em 1977 e permanecia ativa há quase cinco décadas.

A decisão, segundo Lauro Jardim, de O Globo, foi tomada em meio ao avanço de outra frente conduzida pelo governo estadual: a tentativa de desapropriação da área onde funciona a refinaria.

Situação cadastral alterada

Segundo informações divulgadas nestasexta-feira (29), a inscrição estadual da Refit foi desativada pela Secretaria de Fazenda. Com isso, a empresa passa a figurar nos registros oficiais com impedimentos cadastrais.

A medida reforça a escalada de ações adotadas pelo governo fluminense em relação à refinaria instalada no estado.

Até o momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre os fundamentos técnicos que levaram à cassação do registro.

Plano de desapropriação avança

Paralelamente à decisão da Fazenda estadual, o governador em exercício, Ricardo Couto, já iniciou articulações para colocar em prática sua proposta de desapropriar o terreno ocupado pela Refit.

O projeto, no entanto, depende da participação do governo federal. Isso porque a área onde a refinaria está instalada pertence à União.

Para viabilizar a iniciativa, Ricardo Couto manteve conversas com o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva. A intenção é construir uma parceria institucional entre o governo do Rio de Janeiro e a União que permita o avanço da proposta.

Necessidade de acordo com o governo federal

Como o terreno não pertence ao estado, qualquer medida envolvendo a área exige coordenação entre os entes federativos.

A interlocução com o Ministério da Justiçaé vista como uma etapa inicial para avaliar os caminhos jurídicos e administrativos necessários à eventual desapropriação.

O tema passou a ganhar destaque dentro do governo estadual e pode se transformar em uma das principais frentes de atuação da gestão de Ricardo Couto nas próximas semanas.

Pressão sobre a refinaria

A cassação da inscrição estadual e a articulação para desapropriação da área representam dois movimentos concretos que ampliam a pressão sobre a Refit.

A empresa, ligada ao empresário Ricardo Magro, passa agora a enfrentar um cenário de maior incerteza regulatória e institucional, enquanto o governo estadual busca avançar em medidas que podem impactar diretamente suas operações no Rio de Janeiro.

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