Uma mulher canadense de origem chinesa foi presa na Bélgica sob suspeita de espionagem após ter atuado como estagiária em uma instalação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A informação foi divulgada neste sábado (25) pelo Ministério Público belga, que investiga o caso sob sigilo.
Segundo as autoridades, a suspeita teria realizado atividades de inteligência em benefício de um terceiro país, cuja identidade não foi revelada. Além da acusação de espionagem, ela também é investigada por suposta participação em uma organização criminosa.
“Ela é suspeita de espionar em nome de um terceiro país e de ser membro de uma organização criminosa”, afirmou o Ministério Público belga em comunicado.
A identidade da mulher permanece em sigilo, assim como outros detalhes relacionados ao inquérito.
Investigação corre sob sigilo
As autoridades belgas optaram por não divulgar o nome da investigada nem outras informações pessoais que possam identificá-la. Segundo o Ministério Público, o objetivo é preservar o andamento das investigações, que ainda estão em fase inicial.
Até o momento, também não foram apresentados detalhes sobre as circunstâncias da prisão, tampouco quais evidências levaram os investigadores a suspeitarem de espionagem ou de envolvimento com uma organização criminosa.
O órgão responsável pelo caso reforçou que novas informações permanecerão restritas enquanto a investigação estiver em curso.
Estágio ocorreu em instalação estratégica da Otan
A canadense realizou estágio no SHAPE (Supreme Headquarters Allied Powers Europe), o Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa, localizado na cidade de Mons, na Bélgica.
A instalação é considerada uma das estruturas mais importantes da Otan, pois abriga o quartel-general do Comando Aliado de Operações, responsável pelo planejamento e coordenação das operações militares da aliança.
Apesar da relevância estratégica do local, as autoridades não esclareceram em que período a mulher trabalhou na instalação, qual era sua função durante o estágio ou quais áreas frequentava. Também não foi informado se ela teve acesso a documentos classificados ou a informações consideradas sensíveis.
Autoridades não revelam país beneficiado
Outro ponto mantido sob sigilo é a identidade do país que teria sido beneficiado pelas supostas atividades de espionagem. O Ministério Público belga limitou-se a afirmar que a mulher é suspeita de atuar em favor de um “terceiro país”, sem indicar se se trata de uma potência estrangeira, de um Estado aliado ou de um adversário geopolítico da Otan.
A ausência de detalhes também impede, por enquanto, a avaliação da dimensão do suposto vazamento de informações e de seus possíveis impactos para a segurança da aliança militar.
O caso segue sob investigação das autoridades belgas, que deverão apurar a extensão das atividades atribuídas à suspeita e eventual participação de outras pessoas. Até o momento, não há informações sobre denúncias formais, julgamento ou eventual posicionamento do governo canadense sobre a prisão.





Deixe um comentário