O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) autorizou nesta sexta-feira (1º) o compartilhamento das provas contra o cônsul alemão Uwe Herbert Hahn com o Ministério Público da Bélgica. O diplomata é investigado pela morte do marido, o belga Walter Henri Maximilien Biot, em um caso ocorrido em 2022 em Ipanema, na Zona Sul carioca.
Uwe Hahn chegou a ser preso após a emissão de um mandado de prisão pela Justiça brasileira. Contudo, beneficiado por um habeas corpus, o cônsul fugiu posteriormente para a Alemanha, seu país natal, tornando a cooperação internacional essencial para que o processo avance.
A decisão judicial abre caminho para que as autoridades belgas tenham acesso integral às provas reunidas no Brasil. A expectativa é que essas informações sejam cruciais para o avanço das investigações europeias sobre o assassinato, esclarecendo pontos ainda obscuros do caso.
A medida atende a um pedido feito pela Justiça belga, interessada em prosseguir com as investigações contra o cônsul na Europa. Com a autorização, documentos, laudos periciais e outras evidências coletadas no Rio poderão ser usadas pelas autoridades belgas, aumentando as chances de esclarecimento do caso e responsabilização do suspeito.
A morte de Walter Biot ganhou destaque internacional não apenas pela gravidade do crime, mas também pelas circunstâncias envolvendo o status diplomático do principal suspeito. A decisão da Justiça brasileira é considerada decisiva para a cooperação internacional e pode acelerar o desfecho do caso.
As autoridades belgas agora esperam os próximos passos das instituições brasileiras para obter o material e avançar nas investigações que podem resultar no julgamento definitivo do diplomata alemão na Europa.






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