Resistência de Molon a cumprir acordo e retirar candidatura ao Senado provoca racha no PSB

O candidato do PSB ao governo do Rio, Marcelo Freixo, entrou em rota de colisão com o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, em relação à posição do partido no Rio: Freixo defende que Alessandro Molon, também do PSB, retire sua candidatura ao Senado e passe, assim, a cumprir o acordo entre os dois partidos…

O candidato do PSB ao governo do Rio, Marcelo Freixo, entrou em rota de colisão com o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, em relação à posição do partido no Rio: Freixo defende que Alessandro Molon, também do PSB, retire sua candidatura ao Senado e passe, assim, a cumprir o acordo entre os dois partidos que destina esta posição ao petista André Ceciliano. Siqueira, por sua vez, preferiu lavar as mãos e permitir que Molon continue candidato, desrespeitando o acordo.

A notícia está no Globo online.

Sob bombardeiro das principais lideranças do PSB e do PT para que retire a sua candidatura ao Senado, Alessandro Molon ganhou o apoio do presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, para seguir na disputa, compondo, com André Ceciliano (PT), duas postulações ao Senado na chapa de Marcelo Freixo (PSB) ao governo do Rio. A briga expôs a divisão no partido.

O próprio Freixo é um dos que lideram a pressão sobre Molon, em nome de um acordo que dá ao PT a vaga ao Senado. O ex-presidente Lula passou a se envolver diretamente na questão, procurando aliados no partido para trabalhar contra Molon. Em Pernambuco, estado-chave para o PSB e onde o apoio do PT e de Lula é crucial, o pré-candidato ao governo, Danilo Cabral, se juntou ao coro. Ele teme que uma insatisfação do PT com Molon ameace o apoio petista ao PSB em outros locais.

O candidato do PSB ao Senado em São Paulo, Márcio França chegou a defender, na convenção nacional do partido, na semana passada, que, se Molon não retirar seu nome, o partido asfixie financeiramente sua campanha.

A voz mais influente da sigla, porém, discorda. O presidente nacional do PSB rebateu a hipótese levantada por França:

— Não trato ninguém com chantagem. Neste partido, as questões são resolvidas com diálogo e internamente. Não há possibilidade de eu fazer coro a este discurso (de asfixia financeira da candidatura) — afirmou.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading