Um documento oficial sobre a morte do enfermeiro Alex Pretti não registra que ele tenha sacado uma arma antes de ser baleado por agentes de imigração em Minneapolis, nos Estados Unidos. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (27) pelo jornal The Washington Post.
O relatório foi compartilhado pelo departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês) com membros do Congresso e contraria a versão apresentada pelo governo do presidente Donald Trump, que afirmava que Pretti representava uma ameaça aos agentes envolvidos na operação.
Alex Pretti foi morto no sábado (24), durante uma ação da Polícia de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis. Vídeos que registraram o momento mostram o enfermeiro segurando um celular antes de ser imobilizado por agentes federais. Nas imagens, não é possível identificar a presença de qualquer arma de fogo.
De acordo com o documento do DHS, dois agentes da ICE efetuaram os disparos contra Pretti. As gravações indicam que ao menos dez tiros foram feitos em um intervalo inferior a cinco segundos.
Agente do ICE tenta entrar em consulado do Equador
No mesmo dia, o governo do Equador informou que um agente do ICE tentou entrar no consulado equatoriano em Minneapolis, no estado de Minnesota.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Equador, a tentativa ocorreu no fim da manhã e foi impedida por funcionários da representação diplomática, que barraram a entrada do agente e acionaram protocolos de emergência.
Juiz suspende deportação de criança
Em outro desdobramento envolvendo políticas migratórias, um juiz federal determinou a suspensão temporária da deportação de um menino equatoriano de 5 anos e de seu pai, presos na semana passada em Minnesota.
De acordo com a agência Associated Press (AP), o juiz Fred Biery decidiu na segunda-feira (26) que qualquer remoção ou transferência de Liam Conejo Ramos e de seu pai, Adrian Alexander Conejo Arias, ficará suspensa enquanto o processo judicial estiver em andamento.
Pai e filho permanecem detidos em um centro de detenção familiar em Dilley, no Texas, próximo à cidade de San Antonio, até que o caso seja julgado.






Deixe um comentário