Agentes de imigração são afastados após morte de enfermeiro em Minneapolis

Vídeo mostra agente do ICE tentando entrar no consulado do Equador em Minneapolis.

Dois agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) foram afastados de suas funções após a morte de um homem durante uma operação em Minneapolis, no último fim de semana. Os servidores foram colocados em licença administrativa enquanto o caso é analisado pelas autoridades federais.

As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (28) pela imprensa norte-americana.

O homem morto foi identificado como Alex Pretti, enfermeiro norte-americano de 37 anos. Segundo relatos, ele participava de uma manifestação contra operações do ICE no estado de Minnesota quando houve a intervenção dos agentes. Durante a ação, Pretti foi imobilizado e acabou sendo atingido por disparos de arma de fogo, não resistindo aos ferimentos.

A operação fazia parte de uma ofensiva federal contra a imigração irregular. Ainda de acordo com as autoridades, os agentes envolvidos efetuaram os disparos durante a abordagem, circunstância que passou a ser investigada após a repercussão do caso.

Mudança no comando após repercussão

Diante da gravidade do episódio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu promover mudanças no comando da operação federal em Minnesota. Gregory Bovino foi removido do cargo de comandante da missão responsável pelas ações no estado.

A troca no comando e o afastamento dos agentes indicam uma tentativa do governo de conter a repercussão do caso, que gerou críticas de grupos de direitos civis e reacendeu o debate sobre o uso da força por agentes de imigração durante operações em manifestações públicas.

As investigações seguem em andamento, e o Departamento de Segurança Interna ainda não informou se os agentes poderão responder criminalmente pela morte de Alex Pretti.

Hoje viralizou nas redes sociais, o vídeo de um agente da ICE tentando entrar no consulado do Equador em Minneapolis. A invasão foi impedida por um funcionário do consulado que, aos gritos, informava que o prédio não era território norte-americano.

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