Milhares de manifestantes ocuparam as ruas de Nova York, Los Angeles, Detroit e Minneapolis, mesmo sob um frio intenso. Na cidade onde o crime ocorreu, os termômetros marcaram -15ºC durante uma marcha que pediu justiça e a retirada imediata dos agentes federais.
Em um movimento que sinaliza um recuo na postura inicial do governo, o FBI assumiu nesta sexta-feira (30) o comando das investigações sobre a morte de Alex Pretti. O enfermeiro foi morto por agentes de imigração no último sábado (24), em um episódio que inflamou o debate sobre direitos civis e políticas migratórias nos Estados Unidos.
A entrada da polícia federal americana no caso, por determinação do Departamento de Justiça, retira a jurisdição do Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão ao qual os agentes envolvidos estão subordinados. A investigação foca agora em possíveis violações de direitos civis, distanciando-se da narrativa inicial das autoridades, que chegaram a classificar Pretti como “terrorista doméstico”.
O cantor Bruce Springsteen marcou presença no ato em Minneapolis, prestando solidariedade à família de Pretti. O artista apresentou uma nova composição que critica abertamente a violência do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, em inglês). A canção rapidamente alcançou o topo das paradas de streaming no país, tornando-se o hino informal das manifestações.
A crise ganhou novos contornos com a prisão do jornalista Don Lemon, ex-âncora da CNN, e da repórter independente Georgia Fort. Ambos foram detidos por sua cobertura de um protesto ocorrido no dia 18, em frente a uma igreja em St. Paul, cujo pastor é agente do ICE. O Departamento de Justiça justifica as prisões com base em uma lei de proteção a cultos religiosos, medida vista por organizações de liberdade de imprensa como uma tentativa de silenciamento.






Deixe um comentário