O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, apresentou nesta sexta-feira (27) o relatório final dos trabalhos com recomendação de indiciamento de 218 pessoas. O documento tem mais de 4 mil páginas e consolida meses de investigação sobre suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Entre os nomes citados está o do empresário Fabio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa nega qualquer irregularidade e afirma que ele não é investigado formalmente pela Polícia Federal.
O nome de Lulinha surgiu no curso das apurações, especialmente em operações que tiveram como alvo a empresária Roberta Luchsinger. Apesar disso, a CPMI não conseguiu avançar em suspeitas envolvendo supostas vantagens indevidas, como pagamento de despesas ou viagens atribuídas ao empresário Antônio Camilo Antunes, apontado como operador do esquema.
Instalada em agosto de 2025, a comissão chega à fase final sob pressão de prazo, que se encerra neste sábado (28). A continuidade dos trabalhos chegou a ser questionada judicialmente, mas o Supremo Tribunal Federal derrubou a liminar que permitia a prorrogação do colegiado.
O relatório está dividido em nove núcleos de investigação e atinge empresários, intermediários, servidores públicos e entidades. O texto também sugere que a Polícia Federal aprofunde apurações em casos nos quais a comissão não conseguiu avançar.
A votação do parecer deve ocorrer ainda nesta sexta-feira, mas há divergências entre governistas e oposição, especialmente em relação aos pedidos de indiciamento. Um relatório alternativo articulado pela base do governo também deve ser apresentado.
O presidente da comissão, Carlos Viana, defende a construção de um texto comum, com votação separada de trechos controversos. Diante do impasse, não está descartada a possibilidade de a análise se estender até a madrugada.






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