Ladrão de obras raras é preso pela sexta vez após tentar trocar peça original por réplica no Rio

Operação envolveu Polícia Federal e órgãos ligados ao Ministério da Cultura: Laéssio iria substituir uma obra original do acervo da Fundação Casa de Rui Barbosa, em Botafogo

O famoso ladrão de obras de arte Laéssio Rodrigues de Oliveira foi preso mais uma vez no Rio de Janeiro após uma nova tentativa de golpe envolvendo patrimônio histórico brasileiro. Segundo informações divulgadas pelo jornalista Ancelmo Gois, em coluna publicada no O Globo, esta é a sexta prisão do suspeito, conhecido nacionalmente por furtos de obras raras de artistas como Jean-Baptiste Debret e Johann Moritz Rugendas.

De acordo com as informações, Laéssio teria tentado substituir uma obra original do acervo da Fundação Casa de Rui Barbosa, em Botafogo, por uma réplica. A movimentação levantou suspeitas e desencadeou uma operação articulada entre órgãos culturais e a Polícia Federal.

Tentativa de suborno

Segundo a apuração divulgada por Ancelmo Gois, o caso começou após a identificação de uma tentativa de cooptação de um profissional de segurança da Fundação Casa de Rui Barbosa.

Laéssio teria oferecido dinheiro ao funcionário para conseguir trocar uma obra original do acervo por uma cópia falsificada.

Após a abordagem, a instituição acionou imediatamente as autoridades competentes, dando início a uma investigação que terminou na prisão do suspeito.

Operação integrada

A ação contou com participação da Polícia Federal, por meio da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio e o Meio Ambiente, além de órgãos ligados ao Ministério da Cultura.

Segundo o presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, Alexandre Santini, houve atuação conjunta entre entidades do Sistema MinC, incluindo o Instituto Brasileiro de Museus e a Biblioteca Nacional.

A articulação entre os órgãos buscou impedir a retirada da obra original e preservar o patrimônio histórico da instituição.

Histórico de furtos

Laéssio Rodrigues de Oliveira é conhecido nacionalmente por uma longa sequência de furtos envolvendo acervos culturais brasileiros.

Entre os alvos já atribuídos ao suspeito estão instituições como a Biblioteca Nacional, o Museu Nacional de Belas Artes, o Arquivo Nacional e a Fundação Oswaldo Cruz.

O caso ganhou tanta repercussão ao longo dos anos que o criminoso chegou a ser tema de um documentário exibido pelo Globoplay.

Alerta em instituições culturais

Em março deste ano, já havia relatos de que Laéssio vinha sendo visto circulando próximo a instituições culturais do Rio de Janeiro, o que aumentou o alerta entre órgãos responsáveis pela preservação de patrimônio histórico.

A nova prisão reacende discussões sobre segurança em museus, bibliotecas e centros culturais que guardam obras raras e documentos históricos de grande valor artístico e financeiro.

As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre possíveis outras investigações relacionadas ao suspeito.


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