CPMI do INSS convoca André Moura em investigação de fraude bilionária

Convocação do secretário de governo do Rio e pré-candidato ao Senado por Sergipe foi impulsionada por ´parlamentares que o apontam como peça-chave no processo

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (26), medidas de impacto que elevam a temperatura política no Congresso. Entre as decisões, está a convocação do secretário de governo do Rio de Janeiro, André Moura (União Brasil-SE).

O foco da comissão é desarticular um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, prática que teria gerado prejuízos milionários aos segurados da Previdência Social.

A convocação de André Moura, atual pré-candidato ao Senado por Sergipe, foi impulsionada por parlamentares que o apontam como peça-chave na articulação das supostas fraudes, com ênfase no estado nordestino. O deputado Rogério Correia (PT-MG), um dos autores do requerimento, sustenta que há indícios robustos da participação do ex-parlamentar no esquema.

A suspeita ganhou força após depoimentos colhidos em outubro de 2025. Na ocasião:

  • O ex-diretor de governança do INSS, Alexandre Guimarães, afirmou que sua nomeação foi uma indicação direta de Moura.
  • Moura foi citado em plenário como o suposto “dono do INSS”, remetendo à sua influência política consolidada desde a época em que foi líder do governo Michel Temer.

Defesa fala em “manobra eleitoral

Em nota oficial, a assessoria de André Moura rebateu as acusações e confirmou que o ex-deputado comparecerá à CPMI caso a oitiva seja agendada. A defesa afirma que Moura não é alvo de inquérito da Polícia Federal e que não há base factual para a convocação.

“A convocação revela-se mais uma manobra puramente eleitoreira. É lamentável que o Congresso Nacional seja utilizado como ‘puxadinho’ de comitês para fabricar fatos políticos artificiais contra quem lidera as intenções de voto”, diz o comunicado.

Moura classificou a investigação como uma tentativa de adversários de vencer a eleição por meio de “falsas narrativas” e reafirmou sua confiança na justiça e no discernimento do eleitorado sergipano.

Além da convocação de André Moura, a CPMI quebrou os sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Lula.

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