O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, proibiu que o presidente eleito Abelardo de la Espriella realize sua cerimônia de posse em uma instalação militar. A decisão foi tomada neste domingo (12) e impede que a solenidade marcada para 7 de agosto ocorra em uma unidade das Forças Armadas.
De la Espriella havia solicitado ao Congresso eleito que avaliasse a possibilidade de transferir a cerimônia para uma estrutura militar, preferencialmente fora de Bogotá. A proposta, segundo aliados do presidente eleito, buscava dar um caráter simbólico ao início do novo governo.
Ao barrar a iniciativa, Petro afirmou que a posse presidencial deve ocorrer em espaços civis e institucionais, reforçando a separação entre as Forças Armadas e o comando político do país.
Embate segue
A decisão amplia a tensão entre o atual governo de esquerda e o presidente eleito, representante da direita colombiana. A transição de poder ocorre após uma disputa eleitoral marcada pela forte polarização entre os dois campos políticos.
Abelardo de la Espriella assumirá o cargo em 7 de agosto, data tradicional da posse presidencial na Colômbia. A cerimônia deverá seguir o formato institucional realizado pelo país, com participação do Congresso e autoridades dos diferentes poderes.





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