Segundo Estado com o maior número de casos e mortos pelo coronavírus no País, o Rio não tem mais leitos de UTI da rede estadual disponíveis na capital, informa o ESTADÃO. A única unidade em que ainda há vagas para os pacientes mais prejudicados pela doença é o Hospital Regional Zilda Arns, em Volta Redonda, a cerca de 120 quilômetros da capital fluminense.
A saturação do sistema se dá antes de o governo inaugurar os oito hospitais de campanha anunciados pela administração de Wilson Witzel. Serão, ao todo, 1,8 mil leitos nessas novas unidades, incluindo UTI e enfermaria. A primeira delas vai ser aberta nesta sexta no Leblon, zona sul da cidade. Trata-se de um hospital planejado pela Rede D’Or e financiado pela iniciativa privada.
Considerando todos os hospitais do Estado, a rede está com cerca de 80% de ocupação nos leitos de UTI, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Ainda de acordo com a pasta, a fila para conseguir uma vaga conta com 220 pessoas; ao todo, até esta quinta-feira, 2.037 fluminenses estavam internados na rede estadual com quadro de covid.
Essa sobrecarga do sistema não afeta apenas os infectados pelo novo coronavírus. Mesmo antes de os leitos estarem oficialmente lotados, pacientes já reclamavam da dificuldade de conseguir uma internação em UTIs. Em meio à pandemia, a assistente de administração Nubia Lucena, de 36 anos, perdeu o pai, que sofria de tuberculose. Antes dele morrer, na semana passada, a carioca passou dias de agonia na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Tijuca, zona norte da cidade.







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