A ofensiva militar dos Estados Unidos contra o território venezuelano, realizada durante a madrugada, provocou reações imediatas e divergentes entre líderes da América Latina. Presidentes da Colômbia e de Cuba condenaram duramente a ação, enquanto o presidente da Argentina comemorou publicamente a operação e a captura do líder venezuelano.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o ataque representa uma ameaça direta à estabilidade regional e cobrou uma resposta internacional.
Em publicação na rede social X, ele declarou que Cuba denuncia e exige uma reação urgente da comunidade internacional contra o que classificou como um ataque criminoso dos Estados Unidos contra a Venezuela, afirmando que a zona de paz da região estaria sendo brutalmente violada e descrevendo a ação como terrorismo de Estado contra o povo venezuelano e contra a América Latina.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também se manifestou por meio das redes sociais. Segundo ele, o governo colombiano observa com profunda preocupação os relatos de ataques e de atividades aéreas incomuns registrados nas últimas horas na República Bolivariana da Venezuela, ressaltando que os acontecimentos resultaram em um aumento significativo da tensão na região.
Reações opostas no continente
Em sentido oposto, o presidente da Argentina, Javier Milei, adotou um tom de celebração ao comentar a ofensiva norte-americana. Em mensagem publicada em suas redes sociais, Milei comemorou a operação conduzida pelos Estados Unidos e a captura de Nicolás Maduro, afirmando que a liberdade avança e encerrando a declaração com um slogan já recorrente em seus pronunciamentos públicos.
As manifestações evidenciam a divisão política no continente diante da escalada de tensão envolvendo Venezuela e Estados Unidos, em um momento de incerteza sobre os desdobramentos diplomáticos e militares do episódio.






Deixe um comentário