Quem é ‘Porcelana’, mulher que lamentou morte de chefe do CV em megaoperação no Rio

Evelyn Lorrany Nogueira é investigada por ajudar fuga de presos em Roraima e é alvo de operação em Manaus. Ela lamentou a morte de Francisco Myller Moreira da Cunha, o “Gringo” ou “Suíça”, apontado como um dos líderes do Comando Vermelho no Amazonas

Uma postagem nas redes sociais lamentando a morte de um dos alvos da megaoperação da última terça-feira (28), nos complexos da Penha e do Alemão, colocou uma investigada de outro estado no radar das autoridades do Rio. 

Evelyn Lorrany Nogueira de Lima, de 23 anos, conhecida como Porcelana e suspeita de ter ligações com o Comando Vermelho (CV), lamentou a morte de Francisco Myller Moreira da Cunha, de 32 anos, o “Gringo” ou “Suíça”. Ele é um dos 121 mortos na Operação Contenção, deflagrada contra a facção.

“Descansa em paz, meu amigo. Você vai nos fazer muita falta”, postou ela em referência ao amigo, considerado um dos líderes do CV no Amazonas. A postagem expôs a conexão de Porcelana com o Rio no momento em que ela era alvo de uma operação policial em outro estado. 

Porcelana e Gringo | Reprodução

Na quarta-feira (29), a Polícia Civil de Roraima deflagrou uma ação contra um grupo que ajudou na fuga de quatro detentos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em setembro de 2024. Evelyn era um dos alvos, mas não foi localizada nos endereços em Manaus. Segundo a polícia de Roraima, ela não foi encontrada porque estaria na capital fluminense.

Condenada e investigada por fuga

Porcelana chegou a ser condenada por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. Em 2023, ela foi sentenciada a cinco anos de detenção em regime semiaberto. Ela conseguiu na Justiça o direito de cumprir a pena em casa, em Manaus, para ficar próxima das duas filhas pequenas, de sete e quatro anos.

A polícia de Roraima, no entanto, investiga se ela e seu então namorado, Thiago Lima dos Santos, conhecido como “TH da Zona Leste” — outro líder do CV, morto em julho em Manaus —, enviaram dinheiro e deram apoio logístico para os quatro membros da facção que fugiram do presídio. 

Além de Porcelana, outros 13 suspeitos são investigados por fornecer apoio aos fugitivos, incluindo transporte, abrigo, repasses financeiros e possível fornecimento de armas e drogas. Todos os demais envolvidos foram recapturados e seguem sob custódia.

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