O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), fez duras acusações contra a administração de seu antecessor, Fabiano Horta (PT), após encontrar livros e outros materiais escolares armazenados em um galpão do município. Em vídeo publicado nas redes sociais, Quaquá afirmou que R$ 101 milhões teriam sido gastos apenas no último ano da gestão passada em itens que, segundo ele, não chegaram a ser utilizados pelos estudantes.
Nas imagens, o prefeito percorre o local e mostra pilhas de livros, brinquedos e outros materiais. Quaquá acusa a antiga administração de realizar compras em quantidade superior às necessidades da rede municipal e afirma que parte dos produtos permaneceu armazenada enquanto escolas enfrentavam problemas estruturais.
Quaquá fala em compras sem planejamento
Durante a gravação, o prefeito afirma que houve falta de planejamento na aquisição dos materiais e questiona os motivos para compras que, segundo ele, ultrapassaram a demanda dos alunos.
“Não tinha planejamento, não via-se a necessidade da escola, o empresário chega oferecendo material, sabe lá com o que ele oferece além do material, e aí compram R$ 101 milhões, enquanto as escolas ficaram caindo aos pedaços”, declarou.
Quaquá também afirmou que sua administração encontrou materiais em quantidade muito superior à demanda da rede. Segundo ele, situação semelhante teria ocorrido com uniformes e mochilas.
“Era dinheiro jogado fora, era dinheiro gastando pra gastar, pra gastar, pra gastar, sem compromisso com a educação, sem compromisso com as crianças, sem compromisso com a escola”, acusou.
Fabiano Horta comandou a Prefeitura de Maricá até dezembro de 2024. Quaquá assumiu o município em janeiro de 2025, iniciando seu terceiro mandato como prefeito.
Prefeito promete providências
Na legenda que acompanha o vídeo, Quaquá elevou ainda mais o tom. Afirmou que os materiais nunca teriam chegado às escolas, crianças ou bibliotecas e classificou o episódio como um “absurdo com o dinheiro do povo maricaense”.
O prefeito também acusou a administração anterior de realizar compras superfaturadas. No vídeo, chegou a sugerir interesses particulares por trás das aquisições, mas não apresentou, na gravação divulgada, documentos que comprovassem essa acusação.
Quaquá anunciou que a prefeitura adotará medidas para investigar as compras e buscar eventual responsabilização dos envolvidos. “Vamos tomar todas as providências cabíveis para responsabilizar os envolvidos e garantir que o dinheiro do imposto do cidadão seja respeitado”, escreveu.







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