A parcela dos eleitores que aponta a família Bolsonaro como a mais afetada pelo caso Banco Master cresceu seis pontos percentuais em uma semana e chegou a 21%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21). No levantamento anterior, esse grupo era citado por 15% dos entrevistados.
Com o avanço, as menções à família do ex-presidente Jair Bolsonaro ficaram numericamente acima das referências ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte foi apontada por 16% dos entrevistados como a mais afetada pelo episódio, ante 17% na pesquisa anterior.
Apesar dessa mudança, a resposta mais frequente continua sendo a de que o caso atinge diferentes Poderes e grupos políticos. Essa avaliação aparece entre 37% dos entrevistados. Na rodada anterior, eram 46%, uma queda de nove pontos percentuais.
Menções a Lula também aumentam
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também registrou aumento nas menções. Segundo a Quaest, 11% dos entrevistados o apontam como afetado pelo caso Master. Na pesquisa anterior, eram 9%.
Os resultados, portanto, mostram uma mudança na distribuição das respostas em apenas uma semana. Enquanto diminuiu a parcela que vê impacto generalizado, aumentou o percentual que identifica grupos ou atores específicos como mais atingidos.
Considerando os números divulgados, 37% apontam diferentes Poderes e grupos políticos, 21% mencionam a família Bolsonaro, 16% citam o STF e 11% fazem referência a Lula.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Por isso, diferenças próximas desse intervalo devem ser interpretadas levando em conta essa margem.
Pesquisa ocorre após novos capítulos do caso Master
A rodada divulgada nesta segunda-feira é a primeira da Quaest depois da sessão extraordinária do STF que iniciou uma discussão relacionada à possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes em meio aos desdobramentos do caso Banco Master.
O levantamento ajuda a medir como os episódios relacionados ao Master estão sendo percebidos pelos eleitores no momento em que o assunto ganhou espaço no debate político e institucional.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro. O nível de confiança informado é de 95%, e a margem de erro é de dois pontos percentuais.
O levantamento foi encomendado pelo Grupo Globo e registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06004/2026.







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