A menos de duas semanas do primeiro turno, uma nova pesquisa Quaest mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 41% em uma eventual disputa de segundo turno. A diferença de um ponto percentual configura empate técnico, já que a margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.
A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (21), é a primeira do instituto desde o anúncio do reajuste do Bolsa Família pelo governo federal. O levantamento também foi realizado após novos desdobramentos da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Banco Master.
No cenário de segundo turno, 14% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 3% disseram estar indecisos.
Diferença entre Lula e Flávio oscila dentro da margem de erro
Na comparação com a rodada anterior da Quaest, Flávio Bolsonaro manteve os 42% registrados há uma semana. Lula, por sua vez, passou de 40% para 41%. Como as variações estão dentro da margem de erro, não é possível afirmar que houve mudança estatisticamente significativa entre os dois levantamentos.
Na pesquisa anterior, o senador havia aparecido numericamente à frente do presidente em uma simulação de segundo turno. O quadro já era de disputa apertada: levantamento da Quaest divulgado no início de setembro havia registrado 41% para cada um dos dois candidatos.
A nova rodada ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06004/2026.
Reajuste do Bolsa Família entra no cenário eleitoral
O levantamento é também o primeiro da Quaest a captar o ambiente eleitoral após o anúncio feito por Lula, na quinta-feira passada, do aumento do Bolsa Família. O valor mínimo do programa passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio deverá subir de R$ 675 para R$ 777, segundo o governo.
A previsão é que os novos valores entrem em vigor no período entre o primeiro e o segundo turno. Flávio Bolsonaro criticou a decisão e acusou Lula de usar o reajuste com finalidade eleitoral, classificando a medida como uma tentativa de “comprar o voto dos mais pobres”.
Os números da Quaest, no entanto, não permitem estabelecer isoladamente uma relação de causa e efeito entre o anúncio do reajuste e a variação de um ponto registrada por Lula. A própria metodologia do instituto destaca que parte do eleitorado pode alterar sua escolha na reta final da campanha, o que reforça a necessidade de acompanhar as próximas rodadas.




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