Protesto no Rio pede soberania, critica anistia e cobra taxação de super-ricos

No Dia da Independência, ato em defesa da democracia no Centro do Rio reuniu movimentos sociais e populares com críticas à anistia para golpistas e cobranças por justiça social

O Centro do Rio de Janeiro foi palco, neste 7 de Setembro, de um grande ato em defesa da democracia, que reuniu manifestantes de diferentes movimentos sociais e sindicais. A concentração começou logo cedo, por volta das 9h, na esquina da Avenida Presidente Vargas com a Rua Uruguaiana, com a tradicional ação do Grito dos Excluídos. Este ano, o lema escolhido foi “Cuidar da Casa Comum e da Democracia é luta de todo dia”. Além de palavras de ordem, os organizadores distribuíram café da manhã aos participantes.

Entre as pautas do protesto, estiveram mutirões de coleta de votos para o chamado Plebiscito Popular, que busca ouvir a população sobre três propostas: a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1 e a criação de um imposto para os super-ricos. Os organizadores afirmam que a mobilização nacional tem como objetivo pressionar por políticas públicas mais inclusivas e justas.

Protestos contra anistia e Trump

No local, cartazes contra a anistia para golpistas e contra o ex-presidente americano Donald Trump foram exibidos, refletindo a insatisfação com os rumos das discussões políticas no Brasil e no exterior. O clima foi marcado por palavras de ordem e defesa da soberania nacional.

O ato no Rio integra uma mobilização nacional, com manifestações simultâneas em outras capitais brasileiras ao longo do dia. Segundo os organizadores, a mensagem principal é reforçar o compromisso com os direitos sociais e com a democracia, em meio a um cenário de forte polarização.

Julgamento de Bolsonaro e debate no Congresso

O protesto ocorre em um momento decisivo para a política brasileira. Na última terça-feira (2), o Supremo Tribunal Federal iniciou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A expectativa é de que a análise seja concluída até sexta-feira (12). Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e, em caso de condenação, pode enfrentar até 43 anos de cadeia.

Paralelamente, no Congresso, avança o debate sobre a possibilidade de votar uma anistia para condenados por crimes contra a democracia. A pressão parte principalmente de aliados de Bolsonaro no PL e no Centrão. Uma ala defende uma anistia ampla, que incluiria o próprio ex-presidente. Outra, discutida no Senado, propõe redução de penas, mas sem beneficiar Bolsonaro. O governo federal já se manifestou contra qualquer tentativa de anistia, e o presidente Lula pediu mobilização popular para barrar o avanço da proposta.

Enquanto o STF delibera e o Congresso discute, as ruas do Rio ecoaram nesta manhã uma mensagem clara: a democracia deve ser defendida todos os dias.

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