Um argentino de 67 anos foi preso em flagrante na última segunda-feira, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, acusado de injúria racial contra uma jovem de 23 anos. A ocorrência foi registrada em um supermercado localizado na Rua Siqueira Campos, após intervenção de guardas municipais.
De acordo com o relato da vítima, ela aguardava na fila do caixa quando o homem, posicionado logo atrás, começou a reclamar da demora no atendimento. A situação evoluiu para uma discussão e, durante o desentendimento, o idoso teria proferido ofensas de cunho racista contra a jovem.
Prisão em flagrante e encaminhamento à delegacia
A ação foi presenciada por outro argentino, que acionou uma dupla da Guarda Municipal que estava nas proximidades. Os agentes intervieram rapidamente, detiveram o suspeito e o conduziram à 12ª DP (Copacabana), onde o caso foi registrado.
A prisão em flagrante por injúria racial ocorre em meio ao endurecimento da legislação brasileira, que equipara esse tipo de crime ao racismo, tornando-o inafiançável e imprescritível, conforme decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Casos recentes ampliam repercussão
O episódio em Copacabana acontece poucos meses após um caso semelhante envolvendo a advogada argentina Agostina Páez, que foi flagrada em janeiro imitando gestos de macaco contra funcionários de um bar em Ipanema. O caso teve ampla repercussão no Brasil e na Argentina.
Na ocasião, Agostina permaneceu cerca de três meses no Brasil sob medidas cautelares e deixou o país após pagar fiança de R$ 97 mil. Ela ainda deverá responder judicialmente pelo crime em território brasileiro.
Repercussão internacional e novo episódio
A polêmica ganhou novos contornos após a divulgação de um vídeo envolvendo o pai da advogada, o empresário Mariano Páez. Poucas horas após a chegada da filha à Argentina, ele foi flagrado reproduzindo gestos racistas em um bar na cidade de Santiago del Estero.
De acordo com a imprensa argentina, o registro foi feito na madrugada seguinte ao retorno de Agostina ao país. O jornal La Nación classificou o caso como “um escândalo sem fim”, enquanto o Clarín descreveu a atitude como uma provocação. Já o Diario Popular destacou a continuidade da crise com a divulgação das imagens.






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