A Polícia Civil prendeu, na tarde desta sexta-feira, a advogada argentina Agostina Páez, investigada por injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 37ª Vara Criminal. A estrangeira já cumpria medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, e foi localizada em um apartamento alugado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste, por agentes da 11ª DP (Rocinha).
O caso ocorreu no dia 14 de janeiro e ganhou repercussão após vídeos mostrarem Agostina imitando gestos de macaco e proferindo ofensas racistas contra trabalhadores do estabelecimento. Em depoimento, uma das vítimas relatou que a discussão começou após divergências sobre o valor da conta, quando a turista passou a insultar funcionários com expressões pejorativas, mesmo após ser alertada de que a conduta configurava crime no Brasil.
Nesta quinta-feira (05), antes de ser presa, Agostina publicou um vídeo nas redes sociais afirmando estar “morrendo de medo” após a decretação da prisão preventiva. Ela alegou violação de direitos e pediu para não ser usada “como exemplo”. A Justiça considerou, no entanto, que a manutenção da investigada em liberdade poderia comprometer o andamento do processo.
A turista, de 29 anos, também influenciadora digital na Argentina. O crime de injúria racial prevê pena de dois a cinco anos de prisão. A Polícia Civil segue com as investigações, enquanto a acusada permanece à disposição da Justiça e está impedida de deixar o país, com passaporte apreendido.






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