O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Frente Povo Sem Medo realizaram na manhã desta quinta-feira (3), uma manifestação na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros da cidade de São Paulo. O ato culminou na ocupação do térreo do edifício do Itaú BBA, braço de atacado do banco Itaú, localizado no número 3500 da via. Procurado, o Itaú informou que não irá comentar o episódio.
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O protesto teve como principal pauta a defesa da taxação dos super-ricos, em meio às discussões sobre o projeto de lei que propõe isenção do Imposto de Renda para pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil. A proposta do governo federal prevê compensar a perda de arrecadação — estimada em R$ 36 bilhões — com a criação de uma alíquota mínima de 10% sobre rendimentos acima de R$ 50 mil mensais.
Nas redes sociais, o MTST defendeu que a medida é essencial para combater a desigualdade social. “Taxar os super-ricos é crucial para reduzir a desigualdade. São lucros e dividendos que seguem intocados, enquanto a maioria trabalha muito e paga caro por tudo”, publicou o movimento.
Durante o ato, faixas exibidas pelos manifestantes pediam a “taxação de bilionários, bancos e bets” e protestavam contra a transferência da conta fiscal para a população mais pobre, com dizeres como: “O povo não vai pagar a conta. Pela taxação dos super-ricos”.
O MTST também defende uma reforma tributária que considere a capacidade contributiva da população: “Uma reforma justa, que taxe quem pode pagar e alivie quem mais precisa”.





